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Atos pela Educação denunciam retrocessos que ameaçam democracia, soberania e educação pública

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Em resposta à investida do governo Bolsonaro contra o setor educacional brasileiro, a União Nacional dos Estudantes, parlamentares, partidos políticos, entidades da sociedade civil, ex-ministros e intelectuais se unem em defesa da educação pública brasileira. As atividades estão marcadas para os dias 2 e 3 de outubro, ocasião em que acontecem a Greve Nacional da Educação e o Ato Nacional em Defesa da Educação e da Soberania Nacional. O ato ocorre nesta quarta-feira (2), no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, às 16h30.

O coordenador do Núcleo de Educação e Cultura da Liderança do Partido dos Trabalhadores na Câmara, deputado Waldenor Pereira (PT-BA), falou da importância do ato neste momento para se contrapor aos retrocessos que ameaçam a democracia, a soberania e a educação pública brasileira.

“Este ato será muito significativo e importante porque, além de ser de protesto, de denúncia e resistência democrática, ele será orientador das ações que deveremos tomar em termos de mobilização para defender a educação pública em nosso País”, disse Waldenor. Para o deputado, a mobilização é necessária contra as iniciativas reacionárias e conservadoras do governo Bolsonaro que, dentro do pacote de desmonte do Estado brasileiro, elegeu a educação como alvo para o seu ataque e agressão. “Não vamos permitir, vamos resistir bravamente”, afirmou Waldenor Pereira.

O parlamentar lembrou que o ato compõe uma agenda de várias mobilizações. Ele adiantou que outras atividades serão realizadas por ocasião da comemoração do dia do professor, dia 15 de outubro, em todos os estados brasileiros a fim de fazer frente à ofensiva de desmonte do Estado brasileiro e da educação pública promovida pelo governo Bolsonaro.

“As iniciativas são extremamente ameaçadoras, com corte e contingenciamento do orçamento, com a apresentação do projeto Future-se – que representa uma ameaça à educação -, numa perspectiva de privatização da educação superior no Brasil. E também com outras iniciativas já tomadas e defendidas pelo governo fascista de Bolsonaro, como a Escola Sem Partido, escola domiciliar, entre outros, que tem preocupado todos que defendem a educação pública”, esclareceu Waldenor Pereira.

A coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Federais, deputada Margarida Salomão (PT-MG), conclamou todos a defenderem a educação, a soberania nacional a universidade e o investimento em ciência e tecnologia para que se tenha um País desenvolvido.

“Nossos direitos estão sendo agredidos com cortes nas verbas, cortes nas bolsas, ameaças às universidades. Vamos para rua lutar, paralisar dois dias as nossas atividades para que a gente possa defender o direito do povo brasileiro à educação democrática e para todos”, frisou.

A coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública e em Respeito ao Profissional da Educação, deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), reafirmou que o ato é para se contrapor aos desmandos do governo Bolsonaro, do ministro da Educação, Abraham Weintraub, “que vem descontruindo todas as conquistas da educação ao longo dos anos”.

“Nosso ato vai contar com a presença de vários estados da federação, com todas as organizações da sociedade civil e organizações que lutam – e que ao longo da história se preocuparam com a melhoria da qualidade da educação pública. Todos estarão presentes no ato suprapartidário de enfrentamento à ruptura que está sendo feita pelo atual governo com relação à educação pública de qualidade socialmente referenciada”, observou a petista.

UnB

Ainda nesta terça-feira (1), a partir das 18h30, no Auditório da ADUnB, o Ato Nacional em Defesa da C&T e Educação contará com a presença do líder da Bancada do PT, deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e parlamentares da Bancada do PT na Câmara ligados ao Núcleo de Educação no Congresso Nacional.

Benildes Rodrigues

Fotos: Gustavo Bezerra/Gabriel Paiva

 

 

 

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