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Petistas criticam Carlos Bolsonaro por ataques e ameaças à democracia

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A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) criticou duramente, na tribuna da Câmara, nesta terça-feira (10), as declarações do vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Bolsonaro (PSL) de que “por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos”. “Isso é uma ameaça à instituição democrática! E não há quem diga que não seja. Portanto, nós não podemos nos calar diante desse fato gravíssimo! Este País não pode viver às ameaças do Presidente da República, que se representa nos seus filhos” afirmou.

Indignada, Benedita enfatizou que Carlos Bolsonaro precisa se explicar. “Ele tem que explicar o que significa isso, que por vias democráticas nós não poderemos dar continuidade a um projeto de desenvolvimento”. E indagou: O que eles querem é dar continuidade a essa barbárie que nós estamos assistindo? No País onde há desemprego, o que existe é a entrega do Brasil, onde as nossas empresas que dão certo estão sendo entregues a empresas estrangeiras. Isso é que é barbárie, é o que nós estamos assistindo”, lamentou.

Benedita enfatizou ainda que a população não quer mais ditadura neste País. “Não estou perplexa com tudo isso que estava acontecendo, porque nós já temos observado o que significa realmente este governo da família Bolsonaro, que é um governo ameaçador. É um governo que persegue, que não leva em conta a democracia. Um governo que rasga a Constituição Brasileira a cada fala sua”, criticou.

A deputada Erika Kokay (PT-DF), também em plenário, afirmou que a soberania do Brasil precisa ser preservada. “É preciso que nós tenhamos clareza de que os ataques do filho do presidente à democracia, ao dizer que as mudanças não acontecerão dentro da democracia, ou com a celeridade necessária, ataca a nossa soberania”. Erika enfatizou ainda que a soberania brasileira já está ameaçada com o desmatamento na Amazônia, com a falta de investimento na educação, na ciência e tecnologia, e com a entrega das nossas empresas. “E é preciso preservar a democracia, que pressupõe que este Parlamento tenha altivez”, completou.

Para a deputada Maria do Rosário (PT-RS), a democracia não é uma opção do governante. “Há uma Constituição que determina, como princípio, que todo governante, todo parlamentar, também jure a essa Constituição. Quem não a cumpre comete perjúrio, comete crime, comete a pior desfaçatez, porque quem trai a democracia trai a Constituição, e os traidores da Constituição são traidores da Pátria”.

Maria do Rosário alertou ainda que estamos diante de algo muito grave. “A Câmara dos Deputados precisa ter a altivez de dizer que somos Poderes harmônicos, mas independentes e que não nos rebaixaremos ao padrão Bolsonaro da antipolítica e da antidemocracia”.

Vânia Rodrigues

 

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