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Petistas reagem com indignação às recentes revelações sobre a interferência da Lava Jato na democracia

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Parlamentares da Bancada do PT reagiram com indignação pelas redes sociais às recentes revelações das conversas secretas entre Sérgio Moro com os procuradores e policiais federais da Lava Jato – divulgadas em reportagem da Folha de S. Paulo e do The Intercept Brasil nesse domingo (8), que comprovam a formação de uma verdadeira organização criminosa com o objetivo de minar a democracia no País.

Entre outros escândalos, a reportagem mostra que a cúpula da Lava Jato –  por meio de grampos ilegais – sabia que o ex-presidente Lula só aceitou a nomeação para comandar a Casa Civil da então presidenta Dilma Rousseff a fim de ajudar na governabilidade política e econômica do País. Ao manipular as informações obtidas ao grampear Lula e Dilma, a Lava Jato difundiu a ideia de que Lula desejava ser ministro para obter foro privilegiado e escapar da justiça. O fato foi decisivo para o impedimento da nomeação de Lula pela justiça e sua posterior prisão, além de ter contribuído para aumentar a agitação política que culminou com a derrubada arbitrária do governo Dilma.

Para o líder da Bancada do PT, deputado Paulo Pimenta (RS), os integrantes da Operação Lava Jato na época cometeram um crime contra a democracia. “Procuradores, o juiz Moro e integrantes da Polícia Federal na #LavaJato usaram a estrutura do Estado para derrubar uma presidenta eleita pelo voto popular. Violaram o princípio mais sagrado da democracia, de uma República. Não satisfeitos, repetiram isso para eleger Bolsonaro”, acusou.

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), destacou que os crimes cometidos pelos integrantes da Lava Jato precisam ser punidos. “Agentes do estado mentiram para PGR, o STF e o país. Traíram compromisso com a Constituição e a verdade para alcançar objetivos políticos. Não têm condições de exercer qualquer função pública, é inadiável que respondam pelos crimes cometidos”, afirmou.

O deputado Afonso Florence (PT-BA) ressaltou que, ao divulgar seletivamente os grampos ilegais contra Dilma e escondendo que Lula aceitara ser ministro apenas para ajudar na governabilidade, o então juiz Sérgio Moro – em conluio com Dallagnol e a Rede Globo – tinham como objetivo apenas derrubar o governo petista.

“Seu propósito (de Moro e da Lava Jato) era derrubar a presidenta eleita e prender um ex-presidente inocente. Vazou, uma pequena parte, inócua, mas que serviria à manipulação. E pensou que a verdade nunca seria revelada. Mais uma vez, foi pego na mentira e na ilegalidade”, destacou.

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) disse ainda que as manipulações reveladas com a divulgação seletiva dos grampos ilegais contra Dilma e Lula demonstram que a Lava Jato atuou como um instrumento de perseguição política.

“Ações orquestradas para impedir nomeação de Lula para ministro no governo Dilma buscava contribuir com o golpe contra Dilma Rousseff, e mais do que isso, estimular o clima no País contra PT e Lula. A Lava Jato alimentou o golpe e a radicalização no Brasil”, observou.

Também condenaram a manipulação praticada pela Lava Jato os deputados petistas Airton Faleiro (PA), Alencar Santana Braga (SP), Benedita da Silva (RJ), Bohn Gass (RS), Célio Moura (TO), Erika Kokay (DF), Henrique Fontana (RS), João Daniel (SE), Jorge Solla (BA), José Guimarães (CE), Joseildo Ramos (BA), Leonardo Monteiro (MG), Maria do Rosário (RS), Margarida Salomão (MG), Natália Bonavides (RN), Nilto Tatto (SP), Paulão (AL), Paulo Guedes (MG), Paulo Teixeira (SP), Pedro Uczai (SC), Professora Rosa Neide (MT), Reginaldo Lopes (MG) e Rogério Correia (MG).

 

Héber Carvalho

Foto – Ricardo Stuckert

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