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Bancada do PT participa de ato em defesa da Amazônia nesta quarta-feira

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Em defesa do bioma brasileiro, os deputados petistas José Ricardo (AM), Beto Faro (PA), Marcon (RS) e Airton Faleiro (PA) apoiam a realização da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil) que se realiza nesta quarta-feira (4), às 11h, com um Ato em defesa da Amazônia. A atividade, programada para o Salão Verde da Câmara dos Deputados, faz parte das celebrações que estão sendo organizadas ao longo da semana, por ocasião do Dia da Amazônia, a ser comemorado em 5 de setembro, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância do bioma e toda a sua biodiversidade para o planeta.

Lideranças de dezenas de organizações que atuam na Amazônia, além de representantes das comunidades locais, estarão presentes no evento. Dom Evaristo Spengler, bispo do Marajó, entregará aos parlamentares uma carta escrita pelos bispos da Amazônia brasileira.

Para José Ricardo, a ação é muito importante, já que o atual governo faz de tudo para desmoralizar o território amazônico. “Bolsonaro desmantelou toda a estrutura do Ibama e de outros órgãos de fiscalização que atuavam na Amazônia para conter a ação de grileiros. É preciso defender a região e lutar contra isso. A iniciativa é um bom início”, ressaltou.

“A mobilização ampla da sociedade, em especial da região Amazônica, é um incentivo para conter a destruição”, reforçou Beto Faro. Além disso, o parlamentar faz críticas às ações do atual governo. “As declarações de Bolsonaro a favor do desrespeito às leis ambientais têm estimulado ações criminosas contra a floresta, à biodiversidade e às populações tradicionais da região Amazônica”.

Marcon observou que “preservar a Amazônia é de interesse nacional”, tanto para garantir a água para a população e a agricultura e a pecuária, como também para as exportações do agronegócio.

O suplente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável deputado Airton Faleiro faz uma alerta sobre a situação atual da Amazônia, e fala acerca da ação na Câmara. “A condição da região é algo preocupante. Precisamos construir no Congresso Nacional uma trincheira de luta pela Amazônia, o meio ambiente e seus povos. É necessário unir a luta no parlamento com as manifestações de rua para barrar ou derrubar os retrocessos do governo Bolsonaro”, afirmou.

Amazônia e Bolsonaro

Em 7 meses e 10 dias de governo Bolsonaro, a Amazônia perdeu 533 mil km2 de florestas, o equivalente a três vezes a área do município de São Paulo. Isso equivale a 533 mil campos de futebol. São pelo menos 500 milhões de árvores destruídas para sempre, sem falar na morte de centenas de milhares de várias espécies de animais.

Em julho, o desmatamento na Amazônia registrou um aumento de 278% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Diante dos fatos, Bolsonaro desrespeitou o Instituto – reconhecido mundialmente pela qualidade das pesquisas – e demitiu o então diretor Ricardo Galvão.

O número de queimadas no Brasil é o recorde para os oito primeiros meses do ano desde 2013. Até dia 19 de agosto, o país registrava 72.842 focos de calor, um aumento de 83% em relação ao ano passado. Considerando apenas o bioma Amazônia, eram 38.227 mil focos de calor até o dia 19 – um aumento de 140% em relação ao ano passado e de 70% em relação à média dos três anos anteriores. Dois Estados criticamente atingidos, Rondônia e Acre, registram emergência de saúde devido à poluição do ar. A pluma de fumaça atingiu a cidade de São Paulo e várias outras no Centro-Sul do País.

Tuanny Carvalho com Agência PT

 

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