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Rui Falcão condena discurso que exalta cerceamento de instituições democráticas

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O deputado Rui Falcão (PT-SP) manifestou em plenário, nesta terça-feira (20), preocupação com o ato convocado para domingo próximo (25), para marcar o Dia do Soldado. “O movimento autointitulado ‘Nas Ruas’ está convidando o povo para uma manifestação cuja pauta é a seguinte: primeiro, apoiar a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a Embaixada do Brasil em Washington; segundo, vetar o projeto de abuso de autoridade; terceiro, apoiar as pautas de mudança das reformas ditas Trabalhista e Previdenciária; e, por último — dentre todos, esse é o que mais me preocupa — pedindo, genericamente, o impeachment do Supremo Tribunal Federal”.

Rui Falcão enfatizou que defende a liberdade de expressão e de manifestação. “Mas, quero crer, que esse tipo de manifestação… Primeiro, com um cabo e um soldado, eles querem fechar o Supremo Tribunal Federal, depois, querem manter sob tutela o nosso Parlamento, daqui a pouco, vão colocar mais que um cabo e um soldado na frente do Congresso Nacional para impedir que aprovemos projetos a favor da população, ou pior, que impeçamos os verdadeiros absurdos que cometem aqui, como no caso, da dita Reforma da Previdência”, desabafou.

O deputado também citou a MP 881/2019, apelidada de “liberdade econômica”, mas que também muda e retira direitos trabalhistas, como por exemplo, abrindo o comércio aos domingos e fazendo com que as pessoas trabalhem quatro domingos para tentar ter uma folga dominical. “A medida também reduz em 25% a jornada de trabalho com igual redução dos salários para os servidores públicos, primeiro, servidores das universidades, e, depois, o conjunto dos servidores públicos do País”, denunciou.

Rui Falcão reforçou que é por isso que “nós não podemos ficar calados e é por isso que nós reivindicamos a liberdade do presidente Lula”. Na sua avaliação, se Lula não fosse um preso político, ele teria se candidatado. “E nós teríamos hoje um outro Brasil, não este País que vai de joelhos ao governo Trump. Não este País que entrega as nossas riquezas aos estrangeiros. Não este País em que há 13 milhões de desempregados, 24 milhões de pessoas com trabalho precário e com a volta da fome e da miséria”, lamentou.

Na avaliação do petista, é preciso lutar para alterar essa situação, para que haja, no prazo mais curto possível, eleições livres. “Só com eleição livre teremos um governo democrático e popular em nosso Brasil”, conclui.

Vânia Rodrigues

 

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