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Aposentadoria está ameaçada caso a Reforma da Previdência seja aprovada, alertam petistas

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No segundo dia de votação da Reforma da Previdência (PEC 06/19) no plenário da Câmara, nesta quarta-feira (10), parlamentares da Bancada do PT na Câmara apontaram que está em jogo o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros. Os petistas ainda acusaram o governo de tentar aprovar a proposta ao comprar votos mediante a liberação de emendas extras aos parlamentares favoráveis a PEC.

Ao criticar as maldades contidas na proposta de reforma e a falta de sensibilidade de parte do parlamento, a deputada Marília Arraes (PT-PE) destacou que vivemos no País tempos difíceis, “onde é preciso explicar o óbvio” como “a terra é redonda”, “criança não tem que trabalhar” e que “cadeirinha é para proteger a vida da criança, e é necessária”.

“Precisamos dizer e deixar claro para a população que o que está em jogo é que um trabalhador brasileiro, principalmente aquele que faz um trabalho braçal, não tem condições de contribuir ininterruptamente por 40 anos para poder se aposentar. Que se discuta uma Reforma da Previdência, mas não uma reforma fiscal nas costas do trabalhador”, protestou.

Na mesma linha, o deputado Joseildo Ramos (PT-BA) esclareceu que a consequência, caso a reforma de Bolsonaro seja aprovada, “é o aumento da pobreza e da iniquidade em nosso País”. Sobre esse tema, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) observou que a reforma de Bolsonaro “aumenta a desigualdade, concentra renda, quer retirar este trilhão, 85% do bolso de pessoas que ganham R$ 1,5 mil, R$ 2 mil, R$ 2,5 mil”.

Segundo Fontana, se o atual governo quer ajustar as contas públicas não deveria tentar fazer economia às custas retirando direitos da população, mas dos setores mais ricos da sociedade. “Queremos ajustar contas no País? Podemos ajustar, sim. Nós não temos nada contra, mas por que a covardia de não votar aqui a Reforma Tributária em primeiro lugar, com impostos sobre lucros e dividendos, imposto sobre grandes fortunas, que poderiam arrecadar, sim, mais de R$ 800 bilhões em 10 anos e deixar em paz as aposentadorias e pensões daqueles que menos ganham? Esta é a verdade”, ressaltou o parlamentar.

Já a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) afirmou que é hipocrisia o discurso dos defensores da Reforma da Previdência, que acusam a oposição de ser “inconsequente e irresponsável” por se colocar contra a proposta. “Não venham com esta! Nós já temos muitas coisas nesta Casa para serem votadas, para melhorar a vida das pessoas. Uma Reforma Tributária deveria sair antes de se falar em Reforma da Previdência”, alertou.

Compra de voto

Os deputados Valmir Assunção (PT-BA) e Leonardo Monteiro (PT-MG) denunciaram no plenário da Câmara a compra de votos para aprovar a reforma, patrocinada pelo governo Bolsonaro. Segundo Valmir Assunção, a imprensa já está anunciando que “o governo garantiu a maioria liberando 40 milhões de reais para cada deputado que votar a favor da proposta”. “Ora, se fosse uma proposta boa, não precisaria comprar os deputados”, argumentou.

O deputado Leonardo Monteiro também condenou o balcão de negócios montado pelo governo para aprovar a reforma. “Isso é um absurdo. É a desmoralização da política e dos políticos. Nós não podemos concordar com isso, porque essa Reforma da Previdência é para tirar direito do povo brasileiro”.

Ao também condenar a Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, o deputado Frei Anastácio (PT-PB) leu uma nota da Associação dos Magistrados da Paraíba contra a proposta. Segundo ele, “os magistrados lamentam que o relatório final tenha sido aprovado sem considerar um único destaque em favor dos trabalhadores públicos, retirando e reduzindo, de maneira dura, direitos previdenciários de servidores públicos civis”. “Isso, segundo a Associação dos Magistrados, certamente gerará o desmonte do serviço público’, concluiu o petista.

 

Héber Carvalho

 

 

 

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