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Votar a favor da Reforma da Previdência é colocar as digitais na ampliação da pobreza no País, alertam petistas

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“Hoje, aqui nessa Câmara, será o dia da vergonha, o dia da mentira”, afirmou o deputado Joseildo Ramos (PT-BA), ao se referir ao início da discussão da Reforma da Previdência em plenário. “Efetivamente, essa reforma é apenas um olhar fiscalista para dentro do sistema contributivo, e aqueles que ganham menos vão ter que colocar sobre os seus ombros a chamada viabilidade dessa reforma”, protestou. Para Joseildo, a reforma que deveria anteceder esse momento seria a Reforma Tributária, progressiva, “para aqueles que ganham mais e não pagam impostos em um País tão desigual”.

Joseildo Ramos alertou que vários parlamentares entrarão para a história com as suas digitais ampliando a pobreza no Brasil, determinando mais iniquidade, no momento em que o trabalhador perde a sua condição laboral. “E nós estamos falando de uma das ferramentas mais importantes de distribuição de renda em nosso País. E se pergunta: como vai ficar o volume de renda que hoje está na mão desses trabalhadores, no momento da sua aposentadoria, se ficar do jeito que o relatório se encontra?”, indagou.

E o próprio deputado respondeu ao explicar que a aposentadoria complementar das empresas públicas, das estatais, ficará na mão dos fundos de pensão que administram para os grandes bancos. “Nós estamos deslocando renda dos mais pobres para o setor financeiro, para o capital financeiro. Como dizer aqui em alto e bom som que se estão combatendo privilégios, quando se desoneram R$ 84 bilhões dos ruralistas, que deveriam estar contribuindo nesse esforço de todo o País? É uma grande mentira, e as digitais de quem votar a favor ficarão na história deste País”, reforçou.

Rolo compressor

O deputado Jorge Solla (PT-BA) ao se manifestar contrário à Reforma da Previdência, criticou a pressa do governo em aprovar a destruição da Previdência Social do nosso País. “O projeto foi aprovado na comissão especial com rolo compressor… Inclusive tiveram que trocar metade dos deputados do colegiado para tratorar e aprovar a destruição da Previdência. Tiveram que botar o Diário Oficial funcionando para a liberação de recursos para os parlamentares trocarem o seu voto por recursos de emenda parlamentar”, denunciou.

Para Jorge Solla, o povo brasileiro tem que saber a “grande mentira” que é este governo, que se elegeu com mentira e quer aprovar a Previdência Social também na base da mentira. “Estão mentindo, dizendo que quem ganha mais vai pagar mais. Isso é mentira. O mais pobre, que se aposentaria com 15 anos de contribuição, vai ter que pagar mais 5 anos. São 20 anos, no mínimo, para receber apenas 60% do que deveria”, denunciou.

Segundo Jorge Solla, o povo brasileiro precisa saber que a propaganda do governo é uma mentira atrás da outra. “A propaganda do governo não corresponde ao projeto que encaminharam para esta Casa, ao projeto que aprovaram de rolo compressor na semana passada na comissão especial. O trabalhador precisa saber que, se aprovada essa reforma do governo Bolsonaro, ele não vai mais poder se aposentar com 15 anos de contribuição. Ele vai ter que contribuir, pelo menos, com mais 5 anos. E, se ele quiser receber mais, receber o benefício integral vai ter que contribuir com 40 anos”, explicou.

Para Solla, é uma “crueldade” tirar dinheiro da população mais pobre deste País. “Estão tirando 90% desse R$ 1 trilhão do lombo do trabalhador que ganha menos de dois salários mínimos. Estão confiscando, o termo é esse”, frisou. O deputado ainda citou o ex-presidente Collor de Melo, que confiscou a poupança da classe média e da classe rica. “Bolsonaro está confiscando a aposentadoria e as pensões dos mais pobres, da pensão das viúvas. É um absurdo o que estão fazendo”, lamentou.

Destruição do Estado

E para o deputado Alencar Santana Braga (PT-SP) a destruição, a desconstrução do Estado brasileiro — como disse Bolsonaro quando foi aos Estados Unidos — começa, de fato, hoje, se essa reforma for aprovada. “É um desmonte de uma política garantida na Constituição, de um direito à Previdência, o direito à aposentadoria, assegurado constitucionalmente desde 1988”.

Alencar Santana também entende que o governo Bolsonaro se utiliza de premissas falsas e mentirosas para justificar essa proposta. “Primeiro disse que vai resolver a economia. E não vai resolver nada. As pessoas estão sofrendo no dia a dia com o desemprego. Esse argumento é falso. Ele se utiliza para poder retirar justamente o direito da população mais pobre. Utiliza o caos, o desespero, a preocupação legítima das pessoas que querem uma vida melhor para fazer as pessoas acreditarem que essa reforma é necessária”, protestou.

Se essa reforma fosse tão boa, acrescentou o deputado do PT de São Paulo, por que o governo liberou, de sexta-feira para cá, bilhões de reais em emendas parlamentares? Qual é a necessidade, se a reforma é o milagre que estão dizendo que será para a economia e para a vida das pessoas?”.

 

Vânia Rodrigues

 

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