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Reforma da Previdência não trará benefícios ao País; trabalhadores terão mais prejuízos

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Deputados petistas afirmaram que o governo Bolsonaro mente ao dizer que a Reforma da Previdência vai beneficiar a economia do País – e que apenas ataca privilégios. Segundo os parlamentares, ao aumentar o tempo de contribuição e reduzir o valor das aposentadorias, o governo aponta que a população mais pobre vai pagar a conta da economia de R$ 1 trilhão que o governo pretende com a reforma.

O deputado Enio Verri (PT-PR) lamentou que 80% dos trabalhadores, que ganham até 2 salários mínimos, serão os responsáveis por pagar a conta da reforma. “Mais uma vez os pobres terão que financiar o equilíbrio das contas públicas. Ao mesmo tempo, não se faz a Reforma Tributária, não se cobra tributo sobre juros e dividendos, e se isenta o agronegócio”, observou.

O parlamentar ainda criticou a reforma especialmente por aumentar o tempo de contribuição exigido para a aposentadoria. “Esta proposta que está para ser votada contra os trabalhadores exige 40 anos para receber uma média menor do que hoje. Homens com 65 anos, e mulheres com 62 anos, com 20 anos de contribuição, para receber 60% da média do que contribuiu.  Querem cobrar do brasileiro uma conta que não é dele. Se essa reforma é tão boa, porque o governo Bolsonaro precisa liberar emenda parlamentar para quem é favorável?”, questionou.

Já o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) destacou que, ao dificultar o acesso à aposentadoria, a proposta de reforma do governo vai trazer ainda mais dificuldade para a economia e para a vida dos brasileiros.

“O governo mente quando diz que essa reforma é boa para o Brasil e que vai gerar emprego. Não vai gerar emprego, vai é retirar dinheiro de circulação jogando contra a economia dos pequenos municípios. O governo mente quando diz que é para acabar com privilégios, porque apenas prejudica a vida dos mais pobres, de quem ganha menos, e nada adianta diminuir 0,5% das alíquotas de contribuição, quando se exige décadas a mais de contribuição”, disse Zeca Dirceu.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) lembrou que a proposta de reforma aumenta a desigualdade social no país ao cortar em até 50% a aposentadoria de trabalhadores que ganham, em sua grande maioria, entre R$ 1 mil e R$ 3 mil. Ele afirmou ainda que a reforma tem particularidades ainda mais cruéis ao atacar setores vulneráveis da população.

“As pensionistas terão cortes de 40% no valor das pensões. Este tipo de arrocho salarial contra os aposentados de baixa renda, nós não podemos aceitar. Isto não é Reforma da Previdência, prejudicar a vida de milhões de brasileiros de forma injusta, cortando onde não se deve cortar”, observou o petista.

Prejuízo para as mulheres

Para as deputadas Marília Arraes (PT-PE) e Erika Kokay (PT-DF), a Reforma da Previdência de Bolsonaro é especialmente prejudicial às mulheres. Conforme a deputada pernambucana, a proposta praticamente vai inviabilizar a aposentadoria dos trabalhadores, mas principalmente das mulheres brasileiras.

“Até 2017, a média do tempo de contribuição das mulheres era de 16 anos. Quando observamos que vão ser exigidos 40 anos de contribuição, vai ser praticamente proibitivo que as mulheres que hoje acumulam funções tenham esse tempo para se aposentar. Ainda mais, quando se fala de alguém que trabalha atrás de um birô, que procura trabalhar 40 ou 50 anos, é diferente de quem está todo o dia no trabalho pesado, no trabalho braçal”, ressaltou Arraes.

A deputada Erika Kokay sublinhou que “a reforma inegavelmente penaliza as mulheres”, principalmente em relação às regras que reduzem o valor da pensão para mulheres que têm alguma fonte de renda. Dirigindo-se aos evangélicos favoráveis à reforma, ela lembrou que “a própria bíblia diz que malditos são os que desprezam as viúvas e os órfãos”. Além da redução do valor das pensões, Kokay criticou mudanças para acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) que estabelece ¼ de salário mínimo per capita familiar para ter acesso ao benefício.

Héber Carvalho

 

 

 

 

 

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