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Frentes contra a privatização do sistema elétrico defendem a soberania nacional e energética do País

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A luta para combater e desbancar a sanha privatizante do governo Bolsonaro e manter o patrimônio público nas mãos dos brasileiros, ganha um novo reforço, nesta quarta-feira (3), com o lançamento na Câmara dos Deputados das Frentes Parlamentares em Defesa do Sistema Eletrobras e Subsidiárias. As frentes vão atuar com o mesmo objetivo: defender a soberania energética e a soberania nacional, mostrando à população brasileira a importância da não privatização do setor.

“Nós queremos criar uma coordenação de todas as frentes do setor elétrico porque estamos defendendo a soberania energética, a soberania nacional”, disse Erika Kokay (PT-DF), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico Brasileiro.

A deputada lembrou que enquanto o governo brasileiro quer entregar o setor elétrico a preço de banana, os outros países não abrem mão de preservar o controle de suas estatais. “Nos EUA, por exemplo, as hidrelétricas são protegidas pelo Exército, e aqui eles querem entregar ativos de mais de R$ 400 bilhões que são representados pela Eletrobras -, uma empresa que rendeu R$ 300 bilhões de lucro – querem vender por R$ 12 bilhões. Nós vamos resistir, nós vamos derrotar o governo”, avisou a petista.

Além da deputada brasiliense, também coordenam as Frentes os deputados Pedro Uczai (PT-SC), Henrique Fontana (PT-RS), Zé Carlos (PT-MA) e Danilo Cabral (PSB-PE), presidentes das frentes em Defesa da Eletrosul; em Defesa da Eletrobras e do Setor Elétrico; Frente Parlamentar Mista em Defesa da Eletronorte; e a Frente Parlamentar em Defesa da Chesf, respectivamente.

Pedro Uczai assegurou que a Frente Parlamentar em Defesa da Eletrosul vai articular as ações contra a privatização no Sul do País. “No passado não conseguimos impedir a privatização do setor de geração da Eletrosul, depois, com o governo do presidente Lula a empresa voltou a gerar energia. Agora, nós vamos mantê-la, pública e do povo brasileiro”, afirmou.

O deputado alertou ainda que energia e água privatizadas significam mais custos, e aumento de tarifa. “O povo vai pagar mais caro essa conta e ele já não suporta mais. Nós vamos derrotar a privatização do Sistema Eletrobrás no governo Bolsonaro porque o povo quer energia como um direito social, humano e uma energia mais barata”, argumentou.

Onda privatista

Para o deputado Henrique Fontana – que vai coordenar Frente Parlamentar em Defesa da Eletrobras e do Setor Elétrico – essa onda privatista do governo Bolsonaro é um dos negócios que visava a derrubada de um governo que defendia um projeto de nação. “Essa tentativa nasce dentro de uma disputa onde os interesses privados querem se apoderar de setores rentáveis e estratégicos para fazerem seus preços e ampliarem seus lucros. As empresas querem tanto a Eletrobras porque o sistema dá lucro e é estratégico”, denunciou.

Segundo o parlamentar, entre as principais consequências da privatização do Sistema Eletrobras estariam o aumento das tarifas, a concentração de lucro na mão das empresas, a diminuição dos investimentos, o risco de segurança energética e a possível perda de empregos.

O deputado Zé Carlos defendeu a criação de uma pauta para denunciar aos quatro cantos do País o real significado da proposta de Bolsonaro. Ele citou que além da Eletrobras, estão na mira do entreguismo do governo, a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa entre outras empresas estatais.

“Essa pauta de atividades não pode ser apenas aqui no Congresso, mas deve ser, principalmente, nos Estados, buscando mostrar para o povo mais pobre, que é maioria nesse país, que ele não pode apoiar as privatizações do setor elétrico e nem ao menos ficar neutro.  Temos que mostrar para esse segmento da sociedade o quanto ele vai pagar a mais na conta de luz assim que a subsidiária da Eletrobras que lhe fornece energia for vendida”, alertou.

Também participaram do lançamento da Frente, os deputados Paulão (PT-AL), Arlindo Chinaglia (PT-SP), Bohn Gass (PT-RS), Alencar Santana (PT-SP), Patrus Ananias (PT-MG), Célio Moura (PT-TO), além de representantes e dirigentes sindicais e de movimentos sociais, que se opõem às privatizações.

 

Foto – Gabriel Paiva

Benildes Rodrigues

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