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Com Bolsonaro, projeção do PIB para 2019 despenca e chega a menos de 1%

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As expectativas para a economia no primeiro ano de Jair Bolsonaro (PSL) despencaram de novo. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2019, que já foi reduzida 16 vezes consecutivas, agora chegou a 0,93%, segundo o Boletim Focus, do Banco Central. Os números foram divulgados pelo jornal O Globo nesta segunda-feira (17).

Se confirmada a estimativa, o desenvolvimento da economia brasileira neste ano vai ser menor que o registrado em 2017 e 2018, quando o PIB teve um crescimento de 1,1%. A situação levou economistas a, inclusive, falarem em “risco de recessão”.

O pessimismo também já ameaça as expectativas para o próximo ano. Após a segunda queda consecutiva, a projeção do PIB para 2020 chegou a 2,2%, ainda de acordo com o boletim Focus.

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP), em sua conta no Twitter, lembrou dos bons momentos econômicos que o Brasil viveu sob os governos do PT. “Tenho orgulho de ter participado dos governos Lula 1 e 2 e governo Dilma 1. Em dias que até o mercado já entendeu a incapacidade do governo Bolsonaro em fazer o Brasil crescer, relembro o PIB dos governos que participei 2003 a 2014”, tuitou Padilha.

Acabar com a tomada de três pinos é uma das prioridades de Jair Bolsonaro, ironiza o deputado Rogério Correia (PT-MG). “Agora vai! Enquanto o mercado financeiro divulga previsão de crescimento do PIB abaixo de 1%, Bolsonaro fala da nova prioridade: acabar com a tomada de três pinos, sistema usado nos EUA, Canadá, Inglaterra, Irlanda, entre outros países…”, tuitou o parlamentar mineiro, ao criticar a ineficiência do governo federal.

Pessimismo e estagnação

Na economia, pessimismo é sinônimo de estagnação. Isso significa que o Brasil não tem chances de voltar a crescer se a desastrosa política econômica de Bolsonaro for mantida. Em períodos de incertezas, as pessoas tendem a reduzir as compras, o que desaquece o comércio e, consequentemente, a indústria. Essas são algumas das variáveis mais importantes para o Produto Interno Bruto. No momento, todas essas engrenagens estão praticamente paradas.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) alerta para o perigo de o Brasil experimentar a recessão, diante do quadro econômico criado pelo governo Bolsonaro. O parlamentar postou em seu Twitter: “Pela 1ª vez, expectativa do mercado para o crescimento da economia ficou abaixo de 1%. É a 16ª queda consecutiva. Há 5 meses sob Bolsonaro, Brasil não tem política de desenvolvimento, de geração de emprego, nem de estímulo à indústria. O país está parado e às portas da recessão!”.

A indústria, atividade chave para geração de empregos, também poderia ser impulsionada pelo mercado externo, mas, nesse ponto, Bolsonaro também não ajuda. Ele ataca importantes aliados comerciais do Brasil e, sem nenhuma contrapartida, entrega os nossos mercados para os Estados Unidos, como foi o caso do trigo.

Como se não bastasse, apoia o governo de Maurício Macri, cuja política ultraneoliberal levou a Argentina a um colapso financeiro. O vizinho sul americano é um dos principais mercados para exportação industrial brasileira e a relação está enfraquecida devido à crise que o País enfrenta.

Soma-se isso ao fraco desempenho da construção civil, que também é importante para a geração de empregos. O setor poderia ser reaquecido através de investimentos públicos, como os governos do PT fizeram por meio do programa Minha Casa Minha Vida, que teve recursos esvaziados no atual governo. Incapaz de pensar políticas sociais e trabalhar pelo povo, Bolsonaro mantém a taxa de investimento do Brasil em 15,5%, percentual que se aproxima das mínimas históricas.

Isso mostra que, enquanto Bolsonaro perde tempo com as brigas internas de seu governo e discussões ideológicas sem nenhuma relevância, o país tem todas as suas engrenagens econômicas paralisadas e sem expectativa de melhora.

Agência PT de Notícias com informações de O Globo

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