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Lava Jato é uma farsa, afirma Padre João

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Em artigo divulgado nesta sexta-feira (14), o deputado Padre João (PT-MG) faz uma retrospectiva da conjuntura política desde o momento em que a Operação Lava Jato foi instituída, em março de 2014, e explica as razões pela qual e pode afirmar que a operação foi “uma farsa” montada para destruir o PT e os partidos de esquerda, a democracia e as conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras nestes quinze anos. “Tá na hora de reagirmos diante dos fatos revelados pelo site The Intercept (….) Vamos à luta. O Brasil é nosso, dos trabalhadores e trabalhadoras, dos índios, dos negros e negros, dos ribeirinhos, pescadores, das minorias. O ídolo é de barro, mas já fez muito estrago, infelizmente”, enfatizou.

Leia a íntegra do artigo:

Lava Jato é uma farsa

Vale a pena lembrar como tudo começou. A direita não suportou a derrota em quatro eleições seguidas. Era preciso interromper o ciclo do governo de inclusão social; distribuição de renda, combate à fome e às desigualdades para dar lugar ao neoliberalismo, às privatizações e ao estado mínimo. Pelo voto democrático não seria possível implantar isso. Era preciso criar mecanismo dentro do aparelho do estado para proceder a mudança. A Lava Jato com o objeto das investigações que conhecemos foi instituída em março de 2014 e as eleições ocorreram em outubro de 2014.

Mesmo com toda avalanche de notícias e manchetes diárias e fake News contra o Partido dos Trabalhadores e suas lideranças, Dilma venceu, derrotando o então senador tucano Aécio Neves com uma diferença de 3,5 milhões de votos.

Começaram as chantagens e as batalhas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido para recontagem dos votos, cassação da chapa por supostas irregularidades em recursos usados na campanha e na prestação de contas. Não deu certo. Inventaram as pedaladas fiscais para derrubar a Presidenta Dilma. O impeachment foi um vexame e o maior crime contra a democracia.

Dilma foi sabotada pelo Congresso Nacional, aprovando pautas bombas, imobilizando o governo.  Enquanto isso, Eduardo Cunha, presidente da Câmara, com ódio, violava o regimento e a Constituição, produzindo uma crise jamais vista na história do país. A grande mídia era alimentada diariamente com fatos fornecidos pela Lava Jato. Inventaram as pedaladas fiscais para derrubar a Presidente Dilma. O impeachment foi um vexame e o maior crime contra a democracia.

Quando Lula foi chamado para comandar a Casa Civil, o golpe foi certeiro: Moro divulgou o grampo ilegal da conversa entre Lula e Dilma (16/03/2016), levando o governo ao estado terminal. Em abril, a Câmara votou o impeachment.

Caminho aberto para as privatizações e reformas contra os trabalhadores, contra os pobres. O projeto cruel do neoliberalismo se consolidou na aprovação da PEC 241, congelando os investimentos públicos em saúde, educação e assistência social por vinte anos, na aprovação da reforma trabalhista, na terceirização irrestrita e na Reforma da Previdência, que foi adiada.

Era preciso completar a obra. Temer não cumpriu toda promessa. Era preciso construir ídolos, heróis, símbolos, personalidades novas, fora do mundo da política. Até Luciano Huck foi colocado como opção para disputar a presidência. A criminalização da politica não é por acaso. A Lava Jato, com apoio da grande mídia, foi construindo os salvadores da pátria: Bolsonaro, para reconstruir a família e combater o comunismo, o socialismo: Paulo Guedes, para resolver o problema financeiro e fiscal e Sérgio Moro para livrar o país da corrupção, da insegurança, da violência e do crime. Lula foi impedido de disputar as eleições. A Lava Jato e as Fake News emplacaram, mais uma vez, o projeto ultraliberal e conservador, moralista, fundamentalista.

Bolsonaro promove o maior ataque à educação pública, corta verbas, extingue conselhos de participação popular, libera armas e munição para todos, acaba com demarcação de terras indígenas e quilombolas, libera agrotóxicos sem nenhum critério, permite destruição da floresta Amazônica, Cerrado e demais biomas; acaba com vários programas sociais, relaxa a legislação de trânsito e quer privatizar o Sistema Único de Saúde – SUS e a Previdência Social. Incentiva a violência contra as mulheres, negros e LGBTs. Seu projeto deve prosseguir com Sergio Moro num futuro próximo governo, como um super-herói.

Desde antes das eleições vínhamos denunciando este conchavo que é a Lava Jato. Uma operação montada para perseguir o Partido dos Trabalhadores e suas lideranças, os partidos de esquerda e os movimentos sociais. Tudo para servir os interesses do capital internacional, sobretudo dos Estados Unidos. Para conseguir os objetivos, a Lava Jato cometeu ilegalidades absurdas. Abusou do instituto da delação premiada para obter provas forçadas; fez prisões arbitrárias, prisões preventivas ilegais; realizou conduções coercitivas sem intimação; fez escutas telefônicas clandestinas em escritórios de advocacia, grampeou telefones e divulgou conteúdos sem autorização da justiça competente que seria o STF. Uma verdadeira inquisição, pior do que a da Idade Média. Tudo isso com a complacência do STF, ou de parte dele, com apoio da grande mídia, em especial da Rede Globo. Eis que agora surge a verdade. A Lava Jato é uma farsa. Moro é criminoso e toda equipe da força tarefa. A Lava Jato destruiu o Brasil. Violentou nossa democracia e arrasou nossa economia, nossa soberania. A Petrobrás foi extorquida pela indústria da delação premiada e não existe mais. A Embraer, Odebrecht, Base de Alcântara tudo foi entregue para o capital internacional.

Tá na hora de reagirmos diante dos fatos revelados pelo site The Intercept. A Lava Jato é uma farsa. Foi montada para destruir o Partido dos Trabalhadores, os partidos de esquerda, a democracia e as conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras nestes quinze anos. Vamos à luta. O Brasil é nosso, dos trabalhadores e trabalhadoras, dos índios, dos negros e negros, dos ribeirinhos, pescadores, das minorias. O ídolo é de barro, mas já fez muito estrago, infelizmente.

Deputado federal Padre João (PT-MG)

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