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Atos de domingo foram para intimidar as instituições e não resolverão a crise do governo

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O líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores, deputado Paulo Pimenta (RS), e a presidenta Nacional do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), avaliaram nesta segunda-feira (27), que as manifestações que ocorreram neste domingo (26) – em apoio a Jair Bolsonaro -, foram “fracos” e conduzidos pela “extrema direita”. Para eles, os atos revelam uma tentativa de “intimidação” às instituições, aos seus correligionários e à setores da imprensa brasileira.

“Foram atos de extrema direita. A mídia ainda tentou dizer que eram atos em favor da Reforma da Previdência e em apoio ao governo. Não foi nada disso. Foram atos fracos, reacionários e que envergonham qualquer pessoa que pensa um pouquinho sobre o momento que estamos vivendo”, avaliou Pimenta.

De acordo com o líder petista, as manifestações que ocorreram no Brasil, também demonstraram que a maioria da população brasileira – mesmo aquelas pessoas que não votaram no Fernando Haddad – “não está disposta a continuar alimentando essa conduta irresponsável do Bolsonaro e da sua família”.

“Afinal de contas, como eles conseguem silenciar sobre o Queiroz, sobre o Flávio Bolsonaro, sobre os laranjas do PSL? É um governo envolvido com corrupção, incompetente, autoritário, envolvido com crime organizado, milicianos, e faz o Brasil passar vergonha no mundo inteiro”, lamentou Paulo Pimenta.

Para Gleisi, os atos mostram que Jair Bolsonaro tem uma base forte na extrema direita. Segundo ela, apesar de não ter sido pífios, as manifestações pró-Bolsonaro foram inferiores às que levaram milhares de representantes do mundo acadêmico, no último dia 15 de maio, em defesa da educação, e contra o desmonte que o atual governo tenta promover no setor. “Isso mostra que a população está mais disposta a defender seus direitos, a defender o que é certo, a defender a democracia, do que defender Bolsonaro e a sua agenda de retrocesso e de destruição do País”, considerou Gleisi.

Intimidação

Os defensores do governo não foram para as ruas para reivindicar emprego, salário digno, educação, saúde ou moradia. O alvo prioritário dos manifestantes era, entre outros, o Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF). “Fora Congresso” “Chamem o cabo e o soldado – vergonha STF”, diziam as faixas e cartazes empunhados pelos bolsonaristas.

“Ao mesmo tempo em que mostra que Bolsonaro tem uma base de apoio, os atos também demonstram que foi uma tentativa de intimidação para sua base no Congresso Nacional, para o Rodrigo Maia (presidente da Câmara), para o Centrão, para o Supremo Tribunal Federal e para os órgãos de imprensa. Ou seja, ele (Bolsonaro) quis dizer que não vai ser fácil desestabilizá-lo”, alertou Gleisi.

Crise

Na avaliação da presidenta do PT, essa manifestação pró-Bolsonaro aumentou a crise no governo. “É uma crise entre eles, não com a oposição. Eles vão ter que viver com essa barafunda que criaram: O Bolsonaro resistindo, o mercado desaprovando o governo, a Reforma da Previdência sendo construída pelo Rodrigo Maia e a economia no chão”, afirmou.

Diante de todo esse cenário, a deputada não vislumbra uma saída para a grave crise em que o País mergulhou. “O desemprego continua grande, a renda continua caindo, estamos sem crédito, o gás de cozinha sobe, a gasolina sobe, as pessoas estão endividadas, estão sofrendo e não tem resposta do governo Bolsonaro. Então, me parece que a crise vai aprofundar daqui para frente”, sentenciou.

Dia 30

Para o líder Paulo Pimenta, o próximo dia 30 de maio, quando a comunidade acadêmica volta às ruas para defender a educação pública, será importante para mostrar quem realmente se preocupa com o futuro do Brasil. “Vamos mostrar nossa força no dia 30, nesse ato em favor da democracia, educação, da diversidade (…). Em favor de um país onde o ódio, a intolerância não sejam a pauta principal”, frisou.

 

Benildes Rodrigues

Foto: BuzzFeed

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