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Petistas criticam cortes de Bolsonaro à educação e apoiam greve nesta quarta (15)

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Parlamentares da Bancada do PT se revezaram na tribuna nesta terça-feira (14) para anunciar o Dia Nacional da Educação, com paralisação, amanhã (15), nas universidades e institutos federais de todos os estados brasileiros, contra os cortes de recursos da educação. “O ministro da Educação, lobista do setor privado educacional brasileiro, faz cortes bilionários na educação básica, nas universidades e nos institutos federais, na pós-graduação, na ciência e tecnologia. Por isso, o dia 15 de maio é o dia do basta, é o dia da denúncia contra a Reforma da Previdência e contra os cortes na educação”, afirmou o deputado Pedro Uczai (PT-SC).

O deputado Nilto Tatto (PT-SP) criticou o governo Bolsonaro que, ao mesmo tempo que corta recursos da educação, abre caminho para o povo se armar cada vez mais, com a possibilidade de 20 milhões de pessoas portarem armas. “Nós queremos educação, e não armas”, defendeu. Tatto alertou ainda que o corte orçamentário da área de educação tem consequências graves para o futuro do País e para as pesquisas, comprometendo praticamente tudo aquilo que já vinha sendo desenvolvido. “E, portanto, tirando do futuro a possibilidade de ter um País que seja livre, que seja soberano, que seja justo e que seja sustentável”, completou.

O deputado Leonardo Monteiro (PT-MG) observou que as manifestações que ocorrerão amanhã, em defesa da educação e contra a Reforma da Previdência, têm o seu apoio e a sua solidariedade. Ele destacou que o seu estado, Minas Gerais, sofrerá muito com esses cortes, citando que o bloqueio de verbas afetará a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Viçosa, a Universidade Federal de São João Del-Rei e várias outras universidades. “Sentirão, sobretudo, as universidades instituídas há poucos anos e que ainda estão em fase de consolidação, como a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri. Todas essas universidades e mais os institutos federais ficarão inviabilizados com esse corte”, alertou.

Não há Brasil sem educação

Além de se solidarizar e apoiar a mobilização nacional em defesa da educação, o deputado Marcon (PT-RS) afirmou que não há Brasil sem educação, sem cultura e sem desenvolvimento. “Chega, Jair Bolsonaro. Chega de perseguir as nossas universidades federais e os nossos institutos federais, porque são esses que fazem crescer a cultura, o desenvolvimento e o emprego em nosso País!”.

O deputado Paulão (PT-AL) também se solidarizou com alunos, professores e pais que estarão nas ruas amanhã em defesa da educação de qualidade. “Essa é uma luta fundamental que percebemos está galvanizando o Brasil. E hoje, mais uma vez o ministro da Educação, coloca dados que, infelizmente, só inflamam a luta. Ele disse, de forma clara e límpida, que poderá aumentar os cortes na educação, e sabemos a importância dessa política pública para o Brasil e para o mundo”, afirmou e acrescentou que, infelizmente, o “governo Bolsonaro não tem compromisso com a educação”.

O corte de R$ 38 milhões no orçamento da Universidade Federal do Amazonas e o de mais de R$ 20 milhões no orçamento do Instituto Federal do Amazonas foram citados pelo deputado José Ricardo (PT-AM). “Nós lamentamos, porque é o Brasil caminhando para trás, e o estado do Amazonas também. E aproveito para cobrar que o governo federal nomeie os reitores eleitos democraticamente nas eleições dos institutos federais. Que seja respeitada a democracia nas instituições federais, nas universidades”, concluiu.

Para o deputado Valmir Assunção (PT-BA), o que o governo Bolsonaro tem feito para destruir a educação no Brasil é um negócio inacreditável. “Mas os estudantes, os professores, os técnicos e a população vai estar nas ruas lutando pela valorização da educação. Isso significa repor os recursos que foram cortados”, frisou.

Vânia Rodrigues

 

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