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Em homenagem ao 1º de Maio, Gleisi destaca Lula, o trabalhador brasileiro que virou presidente

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A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), usou a tribuna da Câmara nesta terça-feira (30) para homenagear ao povo trabalhador brasileiro, que comemora o seu dia amanhã – 1º de maio. “Quero fazer essa homenagem em nome de um grande líder dos trabalhadores neste País, Luiz Inácio Lula da Silva, um líder que fala o sentimento do povo, que entende a dor do povo, que defende os seus direitos, que defende a soberania no Brasil”, afirmou Gleisi.

“Este é Lula”, reforçou a presidenta do PT, “o grande líder político e popular da nossa história. Não há homem igual a ele. Vai demorar muito tempo para a história brasileira construir ou ter outro líder como Luiz Inácio Lula da Silva”. Gleisi disse ainda que, por tudo que Lula foi e é, ela o homenageava, da tribuna da Câmara, com o Dia do Trabalhador, “porque Lula foi o trabalhador que assumiu a Presidência deste País, e, quando assumiu a Presidência, fez muito pelo povo pobre, pelo povo trabalhador brasileiro”.

“Entrevista do Lula calou fundo no coração do povo”

A presidenta do PT comentou ainda sobre a última entrevista concedida por Lula, na última sexta-feira (26). Ela destacou que as avaliações, percepções e informações do ex-presidente reverberam não só no País, como nos quatro cantos do mundo. “Ele (Lula) mostrou que é um líder sim. É por isso que não deixaram o Lula falar durante as eleições. Não tenho dúvida de que Lula solto seria presidente, Lula falando durante as eleições faria Fernando Haddad presidente do Brasil e nós não estaríamos com esse bando de loucos e vassalos governando o nosso País”, afirmou.

Gleisi fez questão de lembrar, na tribuna, alguns trechos da entrevista do ex-presidente Lula, “que calou tão fundo no coração do povo e tanta recursão teve”.

Ela enfatizou que, mesmo na sua dor, mais de um ano preso, com as mortes que teve na família, principalmente a do seu neto, quando foi perguntado a Lula o que mais lhe preocupava, ele respondeu: “Eu fico preocupado com a situação do Brasil. Eu não consigo imaginar o sonho que eu tinha quando a gente descobriu o pré-sal para fazer este País virar gigante. Eu tenho um orgulho e eu sonhei grande, porque eu passei a ser um presidente muito respeitado. Aqui na América do Sul, o Brasil era referência (…) Eu fui o único presidente a ser chamado para a reunião do G8. Eu era o presidente, mas o Brasil foi muito importante no G20. Tudo isso desmanchou. Agora eu vejo o prefeito de Nova York que não quer fazer um jantar com o presidente do Brasil. O dono do restaurante se recusa… A que ponto nós chegamos! Que avacalhação!’

Gleisi citou também o trecho em que Lula lamentou profundamente o desastre que está acontecendo no Brasil. “E é por isso que eu me mantenho em pé. No dia em que eu sair daqui, eles sabem, eu estarei com o pé na estrada. Para, junto com esse povo, levantar a cabeça e não deixar entregar o Brasil aos americanos. Para acabar com esse complexo de vira-lata. Eu nunca vi um presidente bater continência para a bandeira americana como fez Bolsonaro”, lamentou Lula.

“Eu tenho a consciência tranquila”

A presidenta do PT citou também o trecho da entrevista em que Lula afirma aos jornalistas que tem a consciência tranquila. “Durmo todo dia com a minha consciência tranquila. O Dallagnol não dorme e o Moro não dorme”. Ainda sobre  Sérgio Moro e Dallagnol, Lula afirmou: “Tinha muita gente que achava que eu deveria sair do Brasil, tinha muita gente que achava que eu deveria ir para alguma embaixada, como está lá agora o Guaidó e seu parceiro indo para a embaixada do Chile na Venezuela, tinha muita gente que achava que eu poderia fugir, e eu tomei como decisão que o meu lugar é aqui, no Brasil. Eu tenho tanta obsessão em desmascarar o Moro, em desmascarar o Dallagnol e a sua turma, desmascarar aqueles que me condenaram, que eu ficarei preso 100 anos, mas não trocarei a minha dignidade pela minha liberdade”.

Gleisi conclui afirmando que a entrevista do Lula repercutiu no mundo, repercutiu em 50 mil sites lidos internacionalmente, mas que aqui no Brasil a Globo nem a Record quiseram mostrar. “Nós não precisamos que a Globo e a Record mostrem. Globo e Record vão estar na lixeira, como disse Lula, porque se juntaram ao golpe, se juntaram à sua prisão injusta, e se juntaram à eleição desse louco e vassalo que é o Bolsonaro”.

E reforçou: “Ninguém vai apagar Lula dessa história. Enquanto Lula tiver voz, enquanto Lula falar, vai estar gritando pelo povo brasileiro, vai estar gritando pela soberania do Brasil, vai estar gritando pelos direitos daqueles que mais precisam de um governo e que infelizmente hoje não têm governo”.

Vânia Rodrigues

 

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