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Fundações partidárias avaliam 100 dias de governo Bolsonaro

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Seis fundações partidárias ligadas ao PT, PCdoB, PDT, PSB, PSOL e Pros realizam seminário nesta quarta-feira (10), na Câmara dos Deputados, para avaliar os cem dias do governo Bolsonaro (PSL). O anuncio foi feito em plenário pelo deputado Rui Falcão (PT-SP). “É um trabalho de Sísifo (trabalho interminável e inútil), porque para achar o que foi feito nesses cem dias vai precisar garimpar muito, porque o que há nesses cem dias é retirada de direitos, projetos antidemocráticos, manifestações xenófobas e um ministério que não se sustenta”, enfatizou.

Rui Falcão citou como exemplo a troca no ministério da Educação. “Nós tivemos agora, a substituição do ministro Vélez Rodríguez, conhecido como ‘olavete’. As pessoas se dizem seguidoras de um astrólogo, também conhecido como guru, dos Estados Unidos, e agora entra um outro ministro, de sobrenome complicado, Abraham Weintraub, que quer acabar com as aulas de Filosofia e Sociologia no Nordeste, porque os nordestinos não devem ter direito a estudar Filosofia e Sociologia. Logo o Nordeste, uma região onde os brasileiros se levantaram em armas para garantir a nossa independência… ele (Weintraub) pensa que vai aplacar essa consciência proibindo o ensino de Filosofia e de Sociologia”, ironizou.

O seminário das fundações Perseu Abramo (PT), Maurício Grabóis (PCdoB), Lauro Campos (PSOL), João Mangabeira (PSB), Alberto Pasqualini (PDT) e Ordem Social (Pros) será realizado nos plenários 6, 7 e 8, a partir das 17h. A Fundação Instituto Cláudio Campos (PPL) também participará do evento.

Governo da Marola

O deputado Enio Verri (PT-PR) disse que era com tristeza que se manifestava sobre os cem dias de governo Bolsonaro. “As pesquisas apontam que o governo Bolsonaro faz muita marola e apresenta pouco resultado. O desemprego aumenta, a crise econômica aumenta, e a preocupação do presidente é com assuntos puramente ideológicos, ligados à ultradireita, e não aponta nenhum cenário concreto para a crise que nós estamos vivendo”, criticou.

“E eu não estou falando somente da crise do governo, que é uma grande existencial”, observou o deputado Verri. Na sua avaliação o Ministério da Educação até agora não disse a que veio, e os outros ministérios não existem. “O Ministério das Relações Exteriores, a cada movimento, aumenta a crise no nosso País, em especial no meu estado do Paraná, que é um estado agrícola, onde, a cada dia, surge uma novidade, e cada novidade deixa o produtor rural mais pobre e mais ansioso”, protestou.

Enio Verri concluiu afirmando que se Bolsonaro ganhou as eleições, “então que ele governe, pare de fazer barulho e faça aquilo que ele prometeu”.

Cem dias de desconstrução

Na avaliação do deputado Valmir Assunção (PT-BA) são cem dias de desconstrução.  “Nestes 100 dias, Bolsonaro diminuiu o salário mínimo, autorizou a população ter quatro armas, cada um. Isso, cada vez mais, tem aumentado a violência”, lamentou citando como exemplo fuzilamento do músico Evaldo dos Santos Rosa, morto com 80 tiros, no Rio de Janeiro, no último domingo (7).

Valmir Assunção lembrou ainda que o governo Bolsonaro acabou com o Mais Médicos, acabou com a política social do País e cortou os recursos das universidades públicas. “Estou dizendo isso sem mencionar os vexames que nós temos passado quando Bolsonaro vai para o exterior — é um atrás do outro. Estes são os 100 dias do desgoverno Bolsonaro”, reforçou.

E o deputado João Daniel (PT-SE) afirmou na tribuna que, ao completar 100 dias de governo, não tem dúvida de que este é “o governo da mentira, eleito à base de fake news”. Para o deputado, o governo completa 100 dias e não tem o que mostrar, não tem o que dizer para o povo brasileiro. “É normal que ele já seja o pior Presidente da história dos governos eleitos, após a ditadura militar, nos primeiros 100 dias. A bancada do governo e aqueles que o apoiam começam a se esconder, porque começam a se envergonhar”, afirmou.

Vânia Rodrigues

 

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