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Deputados criticam aumento nos gastos com cartão corporativo na gestão Bolsonaro

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Vários deputados do PT criticaram pelo Twitter o aumento nos gastos da Presidência da República com o cartão corporativo. Segundo reportagem do jornal Estado de S. Paulo, publicada nesta quarta-feira (6), as despesas com cartões corporativos da Presidência nos dois primeiros meses de seu mandato aumentaram 16% em relação ao ano passado e já contabilizam gastos de mais de R$ 1 milhão. O crescimento desse tipo de gasto contraria o discurso de “austeridade” defendido pelo ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, que chegou inclusive a propor a extinção dos cartões corporativos.

O cálculo feito pelo Estado de S. Paulo leva em consideração os pagamentos vinculados à Secretaria de Administração da Presidência da República, que incluem diretamente despesas relacionadas a Bolsonaro.

Ao todo, 1.846 servidores estão registrados para usar os cartões corporativos. Eles foram responsáveis por um gasto total de R$ 5,3 milhões até agora no ano.

Estes dados, inclusive, só foram divulgados – com uma semana de atraso – após o Estadão questionar a Controladoria-Geral da União (CGU). Sob o pretexto de expor a segurança de Jair Bolsonaro, o mesmo argumento que usam para diminuir a Lei de Acesso à Informação, a Presidência tenta omitir os dados da população.

 

Repercussão no Twitter

O deputado Pedro Uczai (PT-SC) destacou que “Bolsonaro já defendeu o fim dos chamados ‘cartões corporativos’ utilizados pela Presidência da República”, e completou que o aumento desse tipo de gasto comprova que tudo não passou de “hipocrisia”.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) relembrou que outros governantes que também se elegeram com o discurso da austeridade e da moralidade demonstraram o oposto quando assumiram o poder.

“Em nenhum lugar do mundo um governo que se elege com um discurso pífio pautado na moralidade dá certo. Jânio com sua vassourinha e Collor caçador de marajás são exemplos eloquentes. Bolsonaro da mamata acabou apenas consolida essa narrativa”, ressaltou.

Na mesma linha de raciocínio, o deputado João Daniel (PT-SE) questionou a coerência entre discurso de campanha e a pratica da gestão de Bolsonaro. “Pode isso, Arnaldo? A proposta não era outra? ”, indagou.

O deputado Nilto Tatto (PT-SP) ironizou o aumento em 16% nos gastos do cartão corporativo. “Nada mal para quem prega austeridade”. A deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) também zombou da suposta moralidade defendida por Bolsonaro e sua trupe. “A mamata acabou”.

Já o deputado Marcon (PT-RS) comparou os gastos no cartão corporativo com o gesto de suposta simplicidade de Bolsonaro ao assinar a posse dos ministros com uma caneta BIC. “Imagina quanta caneta Bic dá para comprar com esses 1,1 milhão de reais que já foram gastos nos dois primeiros meses de governo Bolsonaro”. Sobre o mesmo assunto, o deputado Alexandre Padilha (PT-SP) também comentou: “Haja BIC”.

Ao lembrar o crescimento nos gastos com o cartão corporativo, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) afirmou que, enquanto isso, o “governo quer fazer economia com o dinheiro do trabalhador”, postando seguida a hastag #nãoareformadaprevidência.

 

PT na Câmara com Agência PT de Notícias e Estado de S. Paulo

 

 

 

 

 

 

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