Home Portal Notícias Reforma de Bolsonaro é desumana e destrói Previdência Pública, avaliam petistas

Reforma de Bolsonaro é desumana e destrói Previdência Pública, avaliam petistas

12 min read
1

Parlamentares da Bancada do PT na Câmara utilizaram suas redes sociais para criticar a nova Reforma da Previdência que vem sendo anunciada por Bolsonaro e sua equipe, que cria, para aposentaria integral, idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. O governo propõe também aumentar o tempo mínimo de contribuição para receber o benefício.

“O que esse governo Bolsonaro apresenta como proposta de Reforma da Previdência, não é uma reforma é uma destruição da Previdência Pública”, afirmou o líder do PT, deputado Paulo Pimenta (RS), em vídeo divulgado no seu Twitter. Pimenta enfatizou que a proposta é mais uma traição de Bolsonaro para os milhões de brasileiros e brasileiras que acreditaram nele.

“Não tenha qualquer dúvida: o objetivo central da elite empresarial que deu o golpe contra a presidenta Dilma e fraudou a eleição em 2018 para garantir vitória do fascismo de Bolsonaro é acabar com a Previdência Social e garantir mais de R$ 1 trilhão para os fundos de pensão privados!”, reforçou Pimenta. Ele avisou: “Nós vamos fazer uma campanha em todo o País para derrotar essa política antipovo do governo Bolsonaro”.

Na avaliação da presidenta nacional do PT e deputada federal, Gleisi Hoffmann (PR), a Reforma da Previdência “é a desculpa para relevarem todas as bizarrices, falcatruas, desvios, incapacidades do governo e sua base. Uma reforma que com certeza piorará a vida do povo. Essa é a moral de quem tirou Dilma e prendeu Lula sem crime”.

Para o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), a proposta de Reforma da Previdência é cruel. “Não leva em conta expectativa de vida dos brasileiros, a dedicação a uma vida de trabalho, e as contribuições à Previdência. E o governo? Mais esconde do que mostra o que pretende”, criticou em seu Twitter.

 

Idade mínima de 65 anos é desumano

O deputado José Guimarães‏ (PT-CE) destacou que, em passado recente, Bolsonaro disse que aposentadoria aos 65 anos era desumano. “Agora apresenta proposta de 65 para homens e 62 para mulheres. Uma perversidade”, protestou Guimarães. Ele postou no Twitter trecho da fala de Bolsonaro, antes de ele virar presidente, condenando a idade mínima.

A deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) também publicou o vídeo de Bolsonaro criticando a exigência dos 65 anos. “Das duas, uma: ou Bolsonaro mentiu ou, segundo ele mesmo, não tem humanidade. Somos contra essa reforma perversa!”, afirmou.

Também no Twitter, o deputado Carlos Zarattini‏ (PT-SP) alertou que a Reforma da Previdência do governo Bolsonaro vai reduzir a aposentadoria dos mais pobres a menos de um salário mínimo. “Inacreditável!”, enfatizou. E o deputado Paulo Teixeira‏ (PT-SP) considerou que a idade mínima – de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres – “foi formulada por banqueiros para administrar a aposentadoria dos pedreiros”.

Foto: Divulgação

Entenda como a Reforma da Previdência vai destruir a vida do trabalhador e do idoso brasileiro:

 

Todo mundo vai trabalhar mais para se aposentar mais velho

Entre os principais pontos do novo sistema de aposentadoria do governo Bolsonaro está a criação de uma idade mínima para receber a aposentadoria integral, que será de 65 anos de idade no caso de homens e 62 anos para mulheres, com um período de transição de 12 anos. O plano é estipular a idade mínima já em 2019, sendo 56 anos para mulheres e 60 anos para homens, aumentando em 6 meses a cada ano, até 2031. Além disso, será exigido no mínimo 20 anos de trabalho e um total de 40 anos para aposentadoria integral.

 

Até a aposentadoria mínima ficará mais difícil

Hoje, quem contribuiu 180 meses (15 anos), já tem o direito de se aposentar, porém, a proposta de Bolsonaro vai elevar esse tempo para 20 anos. No caso dos trabalhadores de baixa qualificação, é muito comum ficar meses, ou mesmo anos, desempregados ou trabalhando na informalidade, sem contribuir com a Previdência. Para esse perfil de trabalhador, será quase impossível se aposentar, uma vez que muitos não conseguem chegar nem a 20 anos de contribuição.

 

Mulheres sairão mais prejudicadas

No caso das mulheres é ainda pior, pois segundo a ex-presidenta do INSS, Elisete Iwai, “as mulheres, no geral, mesmo fazendo o mesmo trabalho que o homem, tem salários menores, e esse modelo de previdência vai perpetuar a desigualdade, porque a mulher vai receber uma média do que ela contribuiu então ela vai contribuir com menos porque ela recebe menos, assim, a aposentadoria será menor”. Segundo o IBGE, o salário médio pago as mulheres em 2017 foi 77,5% do recebido pelos homens no Brasil.

 

Pensão em caso de morte irá diminuir

O guru econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, atualmente trabalha com a proposta de limitar o valor do benefício será dividido em uma cota familiar de 50%, sendo o restante distribuído entre os dependentes na proporção de 10% para cada um, até o limite de 100%. Dessa maneira, uma viúva receberá no máximo 60% da pensão. A pensão por morte é um direito no Brasil, garantido ao cônjuge ou dependente de quem contribuiu ao INSS por pelo menos 18 meses.

 

Aposentadoria de idosos e pessoas com deficiência desvinculada do salário mínimo

Atualmente, Benefício por Prestação Continuada (BPC) é pago a idosos de baixa renda (a partir dos 65 anos) e às pessoas com deficiência, que recebem do INSS uma pensão no valor do salário mínimo. A proposta bolsonarista inclui desvincular esse benefício do mínimo, pagando apenas R$ 500 para idosos de baixa renda de 55 anos, R$ 750 para idosos de 65 anos ou mais e R$900 para idosos que contribuíram por pelo menos 10 anos.

 

Sistema de capitalização dá menos garantias ao trabalhador

Com a proposta de Bolsonaro e Paulo Guedes, o sistema de Previdência passará majoritariamente para o regime de capitalização, mas ainda não está bem definido como será feita essa mudança. Nesse regime, os trabalhadores irão contribuir apenas parcialmente com o INSS, sendo que a maior parte da contribuição deve ir para uma espécie de poupança individual, porém, com a cobrança de taxas administrativas, e depois recebe a aposentadoria ao longo dos anos.

No atual regime de Previdência, conhecido como sistema de repartição, os trabalhadores, os empregadores e o estado contribuem com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que utiliza o dinheiro pago hoje para as aposentadorias daqueles que já trabalharam.

Quem sai ganhando é o mercado financeiro

O único personagem que realmente sai beneficiado pelo sistema de capitalização é o mercado financeiro, uma vez que os bancos e fundos privados serão os principais gestores das aposentadorias da população.

 

 

Vânia Rodrigues, com Agência PT de notícias

 

Carregar mais notícias
Comments are closed.

Vejam também

Petistas criticam destinação de mais recursos para militares; educação e programas sociais sofrem mais cortes

Parlamentares do PT usaram as redes sociais nesta quarta-feira (18) para criticar a propos…