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Desgoverno Bolsonaro faz 45 dias repletos de denúncias e crises

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O desgoverno de Bolsonaro completa 45 dias nesta quinta-feira (14) e mostra, em pouco tempo, uma espantosa trajetória de retrocessos, medidas contra os direitos do povo, escândalos de laranjas, envolvimento com milícias, recuos e um festival de absurdos protagonizados pelo mandatário e por seus ministros.

O governo Bolsonaro em um mês e meio vive uma crise e quem paga por essa incompetência é o povo brasileiro. Uma das características mais decadente é a presença invasiva de seus três filhos, que assim como o pai fazem carreira na política sem projetos e propostas.

Flávio Bolsonaro é o calcanhar de Aquiles do pai. Alvo de investigações que envolvem verbas ilegais em envolvimento com milícias cariocas, o senador enfraquece o discurso contra a corrupção da bancada do PSL. Eduardo Bolsonaro, que é deputado federal, ameaçou a ex-namorada Patricia Lelis e foi notificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para responder pela denúncia.

Carlos Bolsonaro, que é vereador na cidade do Rio de Janeiro, é uma espécie de pit bull das redes sociais e faz de tudo no atual governo, só não atua no cargo a que foi nomeado na capital carioca.

Outra característica do desgoverno atual é a quantidade de absurdos protagonizados pelos ministros. Separamos seis deles para que você tire suas conclusões:

 

O polêmico da semana

O ministro da Secretaria-Geral Gustavo Bebianno tem estampado os noticiários e evidenciado a crise do governo. Entenda o caso.

Bebianno, que foi coordenador da campanha de Bolsonaro, liberou R$ 250 mil de verba pública para sua ex-assessora, Érika Siqueira Santos que teve apenas 1.315 votos. A candidata por sua vez repassou parte deste valor para uma gráfica registrada com endereço de fachada e sem maquinário para impressões em massa.

Na terça-feira (12), Bebianno afirmou ter falado “com o presidente três vezes” sobre o caso e como resposta foi atacado por Carlos que negou o contato. Jair corroborou com o ataque do filho nas redes sociais. Este escândalo e o desalinho do discurso do ministro com a família Bolsonaro abrem uma fenda e estampam a crise.

 

O homem das laranjas

Quem também protagonizou escândalo nos últimos dias foi o ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio, investigado por bancar esquema de laranjas nas últimas eleições.

Deputado Federal desde 2010, Marcelo Álvaro Antônio foi responsável por escolher os candidatos e destinar o fundo partidário no estado de Minas Gerais. No alto de seu poder, o atual ministro destinou R$ 279 mil da direção nacional do PSL para quatro candidatas a deputada estadual e federal do interior de Minas Gerais. Elas figuraram entre os 20 nomes com mais verbas no PSL e tiveram cerca de 2.000 votos.

A Folha de S. Paulo noticiou no dia 4 de fevereiro que parte do dinheiro público direcionado às candidatas foi parar na conta de empresas de assessores parentes ou sócios de Marcelo Álvaro Antônio.

 

O ministro das mineradoras

Ricardo Salles, que é ministro do Meio Ambiente e investigado por fraude ambiental, também ficou no centro de polêmicas esta semana. Ele foi o entrevistado no programa Roda Viva, da TV Cultura, e mostrou, além de ignorância, falta de respeito por um dos maiores ambientalistas do Brasil: Chico Mendes.

Ele afirmou. “O fato é que é irrelevante, que diferença faz quem é Chico Mendes nesse momento?”

O ministro tem seu nome bastante comentado também por tentar afrouxar fiscalizações ambientais mesmo depois de crimes como os de Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais. Ele também foi acusado de adulterar um mapa ambiental em benefício das mineradoras.

 

O juiz da (in)justiça

O ex-juiz Sérgio Moro é outro que tem buscado o protagonismo nos desmandos e absurdos do governo Bolsonaro. Atuando nas sombras, ele se recusa a falar de seu encontro com a Taurus, empresa de armas, antes do decreto que flexibiliza o porte.

Ele também tem sido muito criticado — e com razão — por seu pacote legislativo em que o policial ganha licença para matar em serviço, entre outros absurdos catastróficos para a Segurança Pública.

 

A ministra dos absurdos

Damares Alves é a maior cortina de fumaça do governo Bolsonaro. Quando algum escândalo de corrupção vem à tona, ela surge com uma declaração polêmica e homofóbica como ‘meninos vestem azul e meninas vestem rosa.’

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, em 45 dias de governo, está sendo conhecida pelos absurdos que diz, mas até agora a única coisa que fez, na prática, foi retirar a população LGBT da Política dos Direitos Humanos.

 

O ministro da deseducação

Um dos nomes que mais apresenta despreparo entre os ministros de Bolsonaro é Ricardo Vélez Rodríguez, chefe do Ministério da Educação. Num histórico recente, ele afirmou que brasileiro viajando é um canibal, chamou um jornalista de agente da KGB, atacou Cazuza em resposta a uma frase que nunca foi dita pelo cantor.

Sem contar no edital polêmico que quis aprovar com erros e propagandas e o comentário infeliz, elitista e despreparado de que “a ideia de universidade para todos não existe.”

 

Da Redação da Agência  PT de Notícias

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