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Núcleo de Mulheres do PT vai propor frente com todas as parlamentares para lutar contra retrocessos

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O Partido dos Trabalhadores elegeu para esta legislatura a maior bancada feminina da Câmara. As 10 deputadas que assumiram seus mandatos nesta sexta-feira (1º) já realizaram a primeira reunião do Núcleo de Mulheres no PT. Elas discutiram estratégia de atuação, para avançar em direitos e evitar retrocessos impostos pelo novo governo. A atual coordenadora do Núcleo, deputada Erika Kokay (PT-DF), destacou que um dos desafios para esta legislatura é aumentar a atual estrutura que as mulheres dispõem no Parlamento.

“Existem uma série de aspectos em que nós precisamos avançar, e a comunicação é uma delas”, pontuou. Erika adiantou que as deputadas do PT irão propor a criação de uma frente para agregar todas as parlamentares. “A pauta aqui no Legislativo, que diz respeito as mulheres, é importante para assegurar direitos, mas ela é fundamental para a nossa resistência, para que não hajam retrocessos”.

Na avaliação da deputada do PT-DF, o crescimento da bancada feminina do PT, de 7 para 10 parlamentares, é resultado de muita luta do partido e da bancada. Erika destacou a importância da atuação das petistas na conquista de vários espaços no Parlamento, com a Secretaria das Mulheres, a Procuradoria e uma coordenação de bancada e a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres, “para que possamos estar trazendo a pauta de equidade de gênero para dentro do Legislativo, até porque a pauta de equidade de gênero não é uma discussão menor, um efeito colateral, ela não é cereja de bolo”, afirmou.

Erika reforçou que a equidade de gênero é estruturante “para a gente ter uma sociedade que rompa uma desumanização simbólica que faz com que tenhamos tanta violência no nosso dia a dia”. Ela fez ainda uma justa homenagem à ex-deputada Janete Pietá (PT-SP), que coordenou o Núcleo de Mulheres no período em que a bancada feminina assegurou a maioria destas conquistas. “É muito importante ter estas estruturas, elas servem aos seus objetivos precípuos que significam a luta pela equidade de gênero e pelos direitos das mulheres”, enfatizou.

 

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A deputada Marilia Arraes (PT-PE) também destacou o aumento do número de mulheres representando o povo brasileiro no Parlamento. “Mas ao mesmo tempo, grande parte dessas mulheres representam pensamentos conservadores que não condizem com as pautas progressistas que nós defendemos”, alertou. Ela, no entanto, defende que em primeiro lugar a bancada feminina da Câmara busque uma certa unidade, “procurando pontos em comum que nós mulheres defendamos independentemente da coloração partidária, para juntas lutarmos para barrar os retrocessos”.

Marília Arraes destacou que o governo Bolsonaro se elegeu sem dizer qual era a política econômica que pensava para o Brasil, sem dizer o que pensava para retomar o rumo do desenvolvimento do País. “Eles falavam sobre moralidade e família, uma cortina de fumaça que se criou durante essa eleição com esse tipo de pauta. Então, nós temos o dever de denunciar para a sociedade qual é a real intenção deste governo: que é entregar o nosso patrimônio nacional, retirar direitos da classe trabalhadora, retroceder nas conquistas sociais, nos direitos das mulheres que sempre são os primeiros a serem ameaçados”.

Para Marília, é importante manter a mobilização social. “Nós vamos, sim, fazer esse enfrentamento aqui no Congresso Nacional e temos a responsabilidade de manter a mobilização social e a consciência do nosso povo do que o que realmente está acontecendo”, conclui.

A Secretária Nacional de Mulheres do PT, Anne Karolyne, e a Secretária Nacional LGBT, Janaína Oliveira, também participaram da reunião do Núcleo de Mulheres. Eles comemoram a ampliação da bancada feminina. “A ampliação é reflexo de um projeto feito por nós, o Elas por Elas, que trouxe resultado também na ampliação das bancadas de deputadas estaduais”, destacou Anne Karolyne. Ela também defendeu a unidade das mulheres e lamentou o fato de o ano ter começado com o aumento do feminicídio no País.

 

Vânia Rodrigues

 

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