Home Portal Notícias Bancada do PT se solidariza com Jean Wyllys, primeiro exilado político na era Bolsonaro

Bancada do PT se solidariza com Jean Wyllys, primeiro exilado político na era Bolsonaro

8 min read
0

Parlamentares da Bancada do PT na Câmara usaram suas redes sociais nesta quinta-feira (24) para se solidarizar com o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), eleito para novo mandato com 24.295 votos, e que se tornou o primeiro exilado político do Brasil na era Bolsonaro. Jean Wyllys anunciou hoje que não assumirá o cargo devido às ameaças que tem recebido. “Preservar a vida ameaçada é também uma estratégia da luta por dias melhores. Fizemos muito pelo bem comum. E faremos muito mais quando chegar o novo tempo, não importa que façamos por outros meios! Obrigado a todas e todos vocês, de todo coração. Axé!”, escreveu Jean no seu Facebook.

Também no seu Facebook, o deputado eleito Airton Faleiro (PT-PA) escreveu: “O Brasil de Bolsonaro, cuja família há fortes evidências de ligações com criminosos chefes de poderosas milícias, faz o seu primeiro exilado político. Jean Wyllys tem todo nosso apoio! Não podemos aceitar que assassinatos como o de Marielle se tornem rotina!”.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) usou o seu Twitter para dizer que se solidarizava com Jean. “Me emociono por você, irmão, por nós, pelo que acreditamos. Onde estiver, seu olhar será para lutas aqui. E vamos conseguir impedir o fascismo de nos matar, mesmo que a voz de Elis grite que ‘Eles venceram, e o sinal está fechado pra nós”.

Para a deputada Erika Kokay (PT-DF) a renúncia de Jean Wyllys expressa o momento sombrio que estamos vivendo no Brasil, onde a democracia e as liberdades estão sendo moídas. “Um País onde o filho do presidente tem indícios graves de relação com milicianos suspeitos de matar Marielle. Resistiremos!”

“Dia triste. É inimaginável pensar que alguém precisa deixar o próprio país para não ser assassinado!! Esse é o resultado do preconceito, do discurso de ódio, da violência gratuita. Lamentável”, frisou o deputado Zeca Dirceu (PT-PR).

Para o deputado Wadih Damous (PT-RJ), “a extensão da barbárie em que os hunos que governam mergulharam o País pode ser medida pela decisão de Jean Wyllys de renunciar ao mandato e ir embora para o exterior”.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou em seu Twitter: “Não podemos aceitar que um deputado seja impedido de exercer o mandato que foi conferido pelo povo. Vamos defender o país dessa quadrilha que o governa. Vamos proteger o Jean!”.

E a deputada Margarida Salomão (PT-MG) disse que recebia com tristeza a notícia de Jean Wyllys iria abandonar a vida pública. “Registro minha solidariedade, em particular compreendendo a seriedade das ameaças que enfrenta – por suas causas, por sua coragem. Hemos de resistir!”

O deputado Bohn Gass (PT-RS) destacou que o deputado do Psol é um parceiro da boa luta. “Vai fazer falta no Congresso”, afirmou em seu Twitter. Bohn Gass enfatizou ainda que Jean Wyllys “é lúcido e corajoso”. E pediu que ninguém confunda: a escolha dele, de sair do Brasil. É para poder continuar vivo, não se trata de uma desistência. É corajoso, sim! E inteligente”, reforçou.

“Toda nossa solidariedade e carinho ao companheiro Jean Wyllys que diante da total incompetência do Estado em lhe garantir segurança se vê obrigado a abrir mão de seu mandato para garantir sua própria vida! Sem palavras!”, escreveu a deputada eleita Marília Arraes (PT-PE), em seu Twitter.

O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) também registrou o seu abraço solidário ao deputado Jean Wyllys. “Sou testemunha de sua luta por um mundo mais justo. Quem perde com sua saída é o Parlamento brasileiro”.

“Amanhã há de ser outro dia”, afirmou o deputado Enio Verri (PT-PR), ao se solidarizar com o deputado Jean Wyllys. E o deputado eleito Rogério Correia (PT-MG) além de se solidarizar com o deputado do PSol, disse que esperava estar com Jean na Câmara Federal. “Seriamos até vizinhos de gabinete. Mas compreendo sua atitude.  Como confiar em colocar sua vida nas mãos da Justiça brasileira comandada por Bolsonaro e Moro?”, questionou.

A deputada eleita Rosa Neide (PT-MT) disse que a decisão traz profunda tristeza e desalento. “Todo apoio ao companheiro Jean Wyllys e que em breve o ambiente democrático se instaure. Tempos de trevas se aproximam, resistiremos!”

Também no Twitter Luizianne Lins (PT-CE) manifestou solidariedade ao deputado Jean Wyllys, “vítima do ódio, do autoritarismo e da intolerância que avançam em nosso País”.

 

Vânia Rodrigues

Carregar mais notícias
Comments are closed.

Vejam também

Comitês de todo o Brasil preparam o mutirão Lula Livre

Neste sábado (25) e no domingo (26), os comitês Lula Livre espalhados pelo Brasil vão às r…