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Bolsonaro “estreia” no governo com redução no salário mínimo; petistas criticam

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O presidente Jair Bolsonaro tem dado a cada dia sinais de que poderá ser ainda mais cruel com o povo brasileiro do que o golpista Michel Temer. Para se ter ideia, logo em seu primeiro dia de governo, o militar radical assinou decreto em que reduz o aumento previsto para o salário mínimo de R$ 1.006 para R$ 998 – em 2018, o vencimento base do trabalhador estava em R$ 954.

A decisão de Bolsonaro, que já entra imediatamente em vigor, reforça a política de desvalorização do salário mínimo iniciada a partir do golpe de 2016 e que teve seu menor reajuste em mais de duas décadas ano passado. Além disso, praticamente acaba com a fórmula criada pelo governo Lula em 2003 e transformada em lei por Dilma Rousseff e que fez renascer a iniciativa criada em 1940 por Getúlio Vargas.

Os parlamentares da Bancada do PT na Câmara usaram as suas redes sociais para criticar a redução do salário mínimo imposta por Jair Bolsonaro. “Essa é uma mostra de como será tratado o trabalhador neste governo”, avaliou Leo de Brito (PT-AC). Em seu twitter, ele lembrou ainda que o Congresso aprovou um salário mínimo de R$ 1.006,00.

O deputado Bohn Gass (PT-RS) também ressaltou que o decreto reduzindo o mínimo indica como será o governo Bolsonaro. Ele ainda alertou em sua conta no twitter que a culpa pela redução do mínimo “não é e nem pode ser atribuída ao PT”. E reforçou: “nós aprovamos um salário de R$ 1.006,00.

O deputado Décio Lima (PT-SC) considerou que a medida confirma que Bolsonaro é “um presidente a serviço da elite e do capital estrangeiro”.  E acrescentou no seu twitter: “No primeiro decreto, Bolsonaro fixa o mínimo abaixo do aprovado em orçamento. Uma vergonha”.  |

Com a redução dos R$ 8 no valor do salário mínimo, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) avalia que os trabalhadores perderão R$ 96 por ano e R$ 384 durante quatro anos do governo Bolsonaro.

Também na sua conta no twitter, o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) criticou o decreto de Bolsonaro. “No primeiro dia de governo, Bolsonaro já colocando na conta de quem mais precisa. É cruel”, lamentou. Ele escreveu ainda que a redução no salário mínimo de R$ 1006,00 para R$ 998,00 pode parecer pequena, “mas na mesa de quem só conta com essa renda faz toda a diferença”.

E o deputado Marco Maia (PT-RS) reforçou que a retirada de direitos já começou. “Primeira medida de Bolsonaro foi tirar R$ 8 do salário mínimo. Já nos fez lembrar Temer que tirou R$ 10. Os mais pobres mais uma vez pagando a conta”, protestou.

Valorização – O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) relembrou que uma política de valorização constante do salário mínimo, sempre acima da inflação, foi uma das marcas mais positivas dos governos Lula e Dilma. “A insensibilidade social dos que chegaram ao poder é gritante e, infelizmente, o Brasil pagará caro”, lamentou. Lopes avaliou ainda que Bolsonaro é pior do que Temer. “É a caneta de Bolsonaro e Paulo Guedes a serviço do mercado financeiro internacional!”, criticou

Foi a partir da chegada do PT no governo que o salário mínimo passou a ter vertiginosos aumentos. De lá até 2015, quase quadruplicou de valor: de R$ 200,00 para R$ 788,00. Ou seja, subiu mais R$ 588,00, ou 294% de aumento em 14 anos.  A atual política de valorização teria validade até 2023, mas o prazo foi reduzido por Temer para este ano com a chamada PEC do Fim do Mundo – medida que congelou os gastos do governo por 20 anos.

Bolsonaro tem até abril para definir qual será o cálculo para reajustar os vencimentos mínimos, mas seu ministro da Economia e guru, Paulo Guedes, já deixou claro que irá travar sua correção automática para “evitar gastos desnecessários”. Como se vê, o trabalhador e trabalhadora brasileiros não serão a prioridade da política econômica do novo governo.

 

Da Agência PT com PT na Câmara

 

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