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João Daniel lamenta aumento da miséria extrema no último ano

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Na tribuna da Câmara, na sessão de quarta-feira (5), o deputado federal João Daniel (PT-SE) lamentou o aumento do número de brasileiros vivendo em situação de miséria extrema, abaixo da linha da pobreza. Segundo Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 2 milhões de pessoas passaram para baixo da linha da pobreza de 2016 para 2017, após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

“No dia em que o Governo Temer assumiu, este golpe continuado levou milhões de brasileiros à economia informal, à miséria. Na continuidade desse golpe com o Governo Temer e com Bolsonaro, vemos Ministérios que estão ligados às questões sociais sendo cortados, a exemplo do Ministério do Trabalho. Aprofunda-se a miséria e o desemprego neste País”, lamentou o parlamentar. João Daniel lembrou que o aumento da pobreza em nosso País foi exaustivamente denunciado pela esquerda ainda no processo do golpe que derrubou uma presidenta legitimamente eleita para colocar o País subserviente aos interesses do grande capital às custas das retiradas de direitos sociais.

No total, a pobreza aumentava, naquele período, para 52,8 milhões de brasileiros, ou 25,7% da população, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, conforme a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2018, pesquisa divulgada nesta quarta-feira, o número aumentou para 54,8 milhões de brasileiros que tinham renda domiciliar por pessoa inferior a R$ 406 por mês. “Isso significa que um quarto da população (26,5%) está abaixo da linha de pobreza do Banco Mundial. Mais uma vez, o Nordeste é a região mais afetada, pois são 44,8% dos 57 milhões de habitantes que estão abaixo da linha de pobreza”, observou.

O deputado lembrou que o aumento da pobreza extrema está relacionado principalmente ao aumento do trabalho informal. De acordo com o IBGE, o número de trabalhadores sem carteira assinada superou o conjunto de empregados formais. No lugar de empregos, com garantias trabalhistas e pisos salariais, o mercado de trabalho gerou ocupações informais, de baixa remuneração e ganho instável ao longo do tempo. João Daniel acrescentou que o não-aumento real do salário mínimo também teve grande impacto no aumento da desigualdade social.

“As políticas adotadas pelo governo golpista, de retirada de direitos e criminalização dos movimentos sociais, enfraqueceram a defesa da parcela mais vulnerável da população que viu uma série de retrocessos ser implementada pelos setores neoliberais que bancaram o golpe”, disse, ao analisar que, se de um lado aumentou o poder de exploração sobre o trabalhador e o lucro do capital, do outro o povo oprimido vem sofrendo com a falta de políticas públicas, congelamento dos investimentos em áreas essenciais, perda de direitos trabalhistas e tantas outras consequências.

Assessoria de Comunicação do Mandato

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