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Benedita destaca luta das mulheres negras contra o racismo e a violência

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A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) anunciou em plenário, nesta quarta-feira (5), a realização do Encontro Nacional de Mulheres Negras 30 Anos: contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver — Mulheres Negras Movem o Brasil, que será realizado a partir de amanhã, em Goiânia. “Nós temos uma estimativa de que mil mulheres participaram deste grande evento para celebrar os 30 anos do primeiro encontro nacional, que aconteceu em 1988”, ressaltou.

Nesta edição serão debatidos três eixos centrais: o enfrentamento da violência urbana, a garantia dos direitos reprodutivos e sexuais e o embate ao epistemicídio acadêmico (assassinato e a recusa da produção de conhecimento). A deputada explica que os encontros estaduais já aconteceram e analisaram como estão os direitos nos lugares onde as mulheres negras vivem. “É estarrecedor o que elas têm visto pelo Brasil afora”, afirmou.

A deputada Benedita disse que há uma expectativa de que durante o encontro seja analisada também, nessa conjuntura, do que vem acontecendo com essa população. “Vamos discutir, por exemplo, o que significa uma escola sem partido para a população negra e as mulheres, ou o que significa o sistema de segurança, que não tem protegido essas mulheres e seus filhos”. Outra preocupação é com a juventude brasileira.

“Este encontro chega num momento em que o Brasil está sendo questionado pela miséria, pela fome, pelo desemprego, pela falta de oportunidade a essa comunidade que é, majoritariamente, neste País, de negros e de mulheres”, enfatizou a parlamentar. Ela acrescentou que não quer que nenhum pobre, independentemente da cor da sua pele, continue sofrendo com os retrocessos e retirada de direitos desde o golpe parlamentar de 2016.

“É lamentável o que Temer está fazendo com os pobres, com os negros, com a nossa juventude”, protestou Benedita. Ela acrescentou que o próximo governo, que ainda vai assumir em janeiro de 2019, já está mandando, “dando sustentabilidade a essas “tragédias que nós estamos vendo, tomando decisões que são prejudiciais ao povo negro, ao povo brasileiro”.

Benedita da Silva encerrou afirmando que estará na resistência, “porque nós não aceitaremos mais que coloquem em nós mordaças, correntes que nos impeçam de entender o mundo como nós entendemos, de realizarmos os nossos sonhos e de ter a nossa liberdade garantida”.

Vânia Rodrigues

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