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Aumento do desmatamento na Amazônia é resultado de apoio à eleição de Bolsonaro, denuncia Bohn Gass

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O deputado Bohn Gass (PT-RS) responsabilizou o presidente eleito Jair Bolsonaro pelo aumento do desmatamento na Amazônia que teve, no último ano, a maior área desmatada em uma década. “Estamos falando da perda de uma área de floresta equivalente a cinco vezes a cidade de São Paulo, em apenas 1 ano”, afirmou o deputado, em discurso no plenário da Câmara, citando dados do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Os dados, segundo o deputado que já foi secretário do setorial Agrário Nacional do PT, mostram que o crime se intensificou de agosto a outubro do ano passado, justamente o período em que cresceu a candidatura de Bolsonaro. “O crime se intensificou, justamente quando a candidatura de Bolsonaro cresceu. Seria ingênuo achar que se trata de uma coincidência, afinal, o candidato que subia nas pesquisas dizia que, por ele, deveriam flexibilizar o licenciamento ambiental, dizia também que deveriam parar a demarcação de terras indígenas e deveriam reduzir as áreas protegidas”, relembrou.

Na avaliação do deputado Bohn Gass, Bolsonaro deixou sob ameaça tudo o que vinha funcionando no combate à destruição da floresta. “E, por mais toscas que pareçam, essas falas agradaram a quem vive do desmatamento, agradaram a quem vive da grilagem e agradaram a quem vive do roubo do nosso patrimônio natural”, lamentou.

O deputado questiona ainda o porquê de Bolsonaro estar agradando a essa gente. E ele mesmo responde que os motivos podem estar no artigo de Eliane Brum, do jornal El País, em que diz que na Amazônia, fazendeiros e grileiros já apoiavam Bolsonaro quando a maior parte dos brasileiros ainda duvidava de que ele seria capaz de vencer a eleição. “E a jornalista afirma que a conta dos ruralistas é a Amazônia”, completou.

Bohn Gass afirma que sempre fará oposição a Bolsonaro, “mas eu quero fazer um pedido ao presidente eleito: pelo bem da Amazônia, pelo bem do Brasil, pelo bem do planeta, por favor, não pague esta conta”. Para o deputado é preciso manter “esse que é o chamado o pulmão do mundo, a nossa Amazônia”.

Ele disse ainda que vê com preocupação que o País não terá mais a estrutura pujante do Ministério do Meio Ambiente e que a simples cogitação de se acabar com a pasta é a mais clara manifestação do “desleixo” que nós teremos nessa área da preservação ambiental.

Trabalho – “Preocupa-me também muito a questão do mundo do trabalho, porque, nós estamos prestes a ter o Ministério do Meio Ambiente diluído das suas funções no momento em que precisaríamos de reforço para a geração de emprego, para a fiscalização das relações capital e trabalho, para a fiscalização do trabalho escravo que, infelizmente existe no Brasil”, lamentou.

Bohn Gass destacou que no governo Bolsonaro também o Ministério do Trabalho está ameaçado, com diluição das suas tarefas e atividades. “Estes dois temas, principalmente o desmatamento e a destruição da nossa floresta, a partir da destruição, do enfraquecimento, da diluição das funções e atribuições dos órgãos de fiscalização são muito preocupantes”, afirmou. Ele concluiu reforçando que continuará na luta para impedir o desmonte dessas duas estruturas tão importantes do Estado brasileiro.

 

Vânia Rodrigues

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