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Petistas criticam indicação de ‘Musa do veneno’ como futura ministra da Agricultura

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Jair Bolsonaro anunciou na quarta-feira (7) a indicação da deputada Tereza Cristina (DEM-MS) para o Ministério da Agricultura. Ela foi indicada pela bancada ruralista que tanto o apoiou durante as eleições. Presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, a futura ministra é grande defensora dos interesses grandes do agronegócio, como o PL dos Agrotóxicos – a defesa rendeu o apelido de Miss Veneno. E o setor retribui o apoio com muito dinheiro.

Para o deputado federal Elvino Bohn Gass (PT-RS), a confirmação da deputada Tereza Cristina para o Ministério da Agricultura não surpreende. “Ela é da Frente Parlamentar Ruralista que, entre outras pautas, defende o fim da demarcação de terras indígenas, a expansão da agricultura na Amazônia e o PL do Veneno”, escreveu o deputado em sua conta no Twitter.

Por sua vez, o deputado Marcon (PT-RS) afirmou no Twitter que “essa é a Ministra da Agricultura do governo Bolsonaro. Na bancada ruralista ela é uma das principais articuladoras pela aprovação do projeto de lei dos venenos, que quer ampliar ainda mais o uso de agrotóxicos no Brasil. Intolerância e agrotóxicos matam”.

Nas eleições de 2014, ela recebeu mais de R$ 4 milhões de empresas e figurões ligados ao agronegócio, conforme levantamento do site De Olho nos Ruralistas. A campanha foi a mais cara entre os deputados eleitos naquele ano pelo Mato Grosso do Sul.

Também costuma e atacar políticas favoráveis povos indígenas, dos movimentos pela terra e pequenos produtores rurais. Votou a favor da MP da Grilagem e para acabar com o aviso nos alimentos transgênicos. Também disse sim à terceirização, reforma trabalhista e a PEC do Teto.

Tereza Cristina pediu ao ministro da Justiça que suspendesse a demarcação de terras de povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e outras comunidades. Tudo a ver com o presidente que prometeu “nem um centímetro a mais” para terras indígenas e quilombolas.

O patrimônio de Tereza Cristina cresceu quase 500 vezes desde seu primeiro mandato, segundo ela mesma declarou ao TSE. De pouco mais de R$ 10 mil em 2014 para R$ 5 milhões neste ano. Ela também é dona de 5.600 hectares de terras no Mato Grosso do Sul, o equivalente a 7.800 campos de futebol.

 

Agência PT de Notícias com PT na Câmara

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