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Parlamentares destacam milhões de votos recebidos pelo PT contra o fascismo

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Deputados da Bancada do PT se revezaram na tribuna da Câmara nesta terça-feira (30), para fazer uma análise das eleições e agradecer aos milhões de brasileiros que votaram no Partido dos Trabalhadores. A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) destacou que o PT, com Fernando Haddad, com muita generosidade, enfrentando o furacão “bolsonista”, conseguiu eleger quatro governadores, quatro senadores e 57 deputados. “A esperança não nos abandonou. Nós estamos aqui de cabeça erguida. Foi uma grande campanha”.

Benedita da Silva observou que o País saiu do processo eleitoral dividido. Jair Bolsonaro recebeu 57 milhões de votos, Haddad obteve 47 milhões e mais de 40 milhões de pessoas não votaram ou votaram em branco. “Então essa não foi uma disputa tranquila. O povo brasileiro como um todo estava de acordo com o presidente eleito deste País. Quarenta e sete milhões de pessoas votaram em Fernando Haddad, no PT, contra o fascismo, contra o autoritarismo e contra a forma como se deu essa eleição. Foi, sim, uma disputa entre a barbárie e a civilização”, analisou.

A deputada destacou que o Brasil teve nos 13 anos de governo do PT desenvolvimento econômico, inclusão social, geração de emprego e protagonismo internacional. E considerou que o partido perdeu a disputa pela Presidência da República pela falsa pauta moral que se instalou e pelas fake news. “Além disso, houve insatisfação da população com a corrupção que a levou a não votar — é preciso pensar nisso!”, sugeriu.

O deputado Paulão (PT-AL) destacou a votação expressiva que o PT obteve no Nordeste. “Nós conseguimos fazer uma cidadela de resistência, e naquela região e no meu estado, demos maioria absoluta no primeiro e no segundo turno ao candidato Haddad”, afirmou.

Ele destacou a importância dos movimentos sociais, sindical, popular, agrário, estudantil e LGBTI na campanha. “Foi fundamental a luta das mulheres quando saíram por duas vezes colocando na orla marítima mais de 10 mil pessoas pelo movimento ‘EleNão’. Isso foi a luta democrática”, enfatizou.

Violência – O deputado do PT de Alagoas disse ainda que está preocupado com a violência pós-eleição. “Como diz Machado de Assis, o problema não é o general, é o policial da esquina, e a gente já teve alguns fatos”, lembrou citando que no próprio dia do pleito, quando saiu o resultado, a placa da sede da CUT foi alvo de vários tiros. “O que é motivo, inclusive, de questionamento, que eu vou provocar nesta Casa, na Comissão de Direitos Humanos”, informou.

Ele citou ainda o espancamento de um aluno da Universidade Federal de Penedo, por declarar que tinha votado em Haddad. “A guarnição da Polícia Militar e da Guarda Municipal da Cidade de Palmeira dos Índios, após as eleições, saiu fardada, com as viaturas ligadas, comemorando o fato, utilizando carros oficiais”. Paulão relatou que já tratou do assunto com o governador, que já abriu inquérito administrativo para apurar o caso.

Paulão encerrou defendendo serenidade. “Que o Estado Democrático de Direito seja mantido, seja respeitado, e que não possa o guarda da esquina, como disse Machado de Assis, achar que é o dono da verdade, da morte”.

O deputado Caetano (PT-BA) agradeceu a grande votação que Fernando Haddad recebeu dos baianos. “A Bahia, mais uma vez, mostrou a defesa da democracia, a defesa do Estado de Direito, a defesa das políticas sociais”. O deputado disse que a preocupação agora é com a resistência para evitar retrocessos. “Já há conchavos para cargos da Mesa da Câmara, cargos em ministérios, em troca de acabar com sua aposentadoria, trabalhador brasileiro. Não podemos baixar a guarda, estamos aqui na trincheira de luta, de resistência, para impedir que destruam a Previdência Social para atender aos interesses”, garantiu.

E o deputado Marcon (PT-RS) frisou que, embora não tenha sido eleito, Fernando Haddad foi um candidato vitorioso porque apresentou propostas para o Brasil, para o povo, a fim de resgatar a autoestima do povo brasileiro. E acrescentou: “É bom lembrar que 60% do povo brasileiro não votou no atual Presidente da República eleito”. Marcon concluiu defendendo o fortalecimento da nossa democracia e o resgate dos programas sociais. “É isso o que o povo brasileiro está esperando”.

 

PT na Câmara

 

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