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Lula: O estadista que deixou o coração falar celebra 73 anos neste sábado

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Hoje é o aniversário de Luiz Inácio Lula da Silva – o homem que neste sábado (27) completa 73 anos de vida ousou sonhar um Brasil melhor, mais humano, inclusivo, justo, cidadão e soberano. Ele deixou o coração falar e, em si, encarna o coração e a alma do seu povo. Ele não está livre. Foi preso de forma injusta e arbitrária pelo Poder Judiciário, que locupleta com uma elite raivosa e vingativa enraizada nas entranhas dos poderes constituídos. Lula, o eterno presidente do Brasil, foi arrancado dos braços de seu povo e, do cárcere, pode ouvir milhares de vozes vindas de várias partes do Brasil que gritam em uníssono: “Feliz aniversário presidente Lula”.

O aniversário de Lula é um momento de celebração. Em meio à dor e o sofrimento pela injustiça cometida contra o maior estadista que este País já testemunhou, o sorriso brota. O som que sai do dedilhar da viola que entoa as músicas preferidas de Lula, atravessa os muros da Superintendência da Policia Federal – local em que o ex-presidente se encontra há 204 dias – e chega até Luiz Inácio Lula da Silva, transformando o dia 27 de outubro em um dia alegre e feliz.

Antes de cortar o bolo, a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), falou aos militantes. Segundo ela, o sofrimento de Lula uniu os democratas e catalisou a resistência ao arbítrio judicial. “Hoje a Vigília é ponto de luta. O sofrimento de Lula mobilizou o País inteiro, mobilizou as pessoas. O grito de  ‘Lula Livre’ foi um catalisador. Nos reorganizou como movimento, colocou a gente de volta na luta, aguerridos, sem medo, com vontade de fazer as coisas mudarem e consciência do que está em jogo no País”, disse.

Família – Lurian Cordeiro da Silva, primogênita da família Lula da Silva, tem atuado incessantemente em defesa da liberdade do pai. Na última quinta-feira (25), após visita ao Lula na Superintendência da Policia Federal, ela falou com o PT Na Câmara, e contou que é a primeira vez que a família vai passar essa data especial longe do ex-presidente. “Para família toda é muito triste. Até relatei outro dia que é muito difícil para a gente estar nas atividades, saber que as pessoas clamam por ele e ele não está presente. É o primeiro dia 27 – espero que seja o primeiro e o último – que a gente vai passar nessa circunstância”, disse emocionada.

Segundo Lurian, o otimismo não abandona o ex-presidente Lula. Para ela, a festa preparada com todo amor, esperança e gratidão fará com que o dia do ex-presidente seja um dia feliz. “Ele passa boa energia para gente o tempo todo.  Ele está convicto de que as coisas vão dar certo. É um momento de muita tristeza para nós, mas essa festa vai dar muita alegria para ele”, finalizou.

Para a coordenadora da Vigília Lula Livre e presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Paraná, Regina Cruz, esses 73 anos do presidente Lula traz a simbologia da resistência. Ela contou que não só a CUT, mas todos os movimentos sociais ligados à Frente Brasil Popular organizaram a festa. “Estamos fazendo essa festa animada e alegre com esse povo que veio em caravanas cantar os parabéns para o ex-presidente Lula. Então, é importante fazermos o aniversário dele aqui na Vigília Lula Livre, junto com os movimentos sociais, junto com o povo. Isso é simbólico para nós, que todos esses 205 dias de resistências que estamos aqui, nessa luta, comemorar com ele, está perto dele nesse aniversário de 73 anos”, enfatizou Regina Cruz.

Todos que visitam a Vigília Lula Livre têm um encontro com a dona Isabel Aparecida Fernandes, moradora de Curitiba. Ela está desde o inicio da resistência. É um “faz tudo” da vigília – desde a organização da limpeza, alimentação, receber doação e recepcionar as pessoas que frequentemente passam por lá. “Estou aqui retribuindo com todo meu coração, carinho, minha luta, minha alma tudo que o presidente Lula fez por nós”, disse emocionada dona Isabel.

Questionada sobre o que diria ao presidente se tivesse oportunidade de encontrá-lo, ela foi taxativa: “Agradeceria a ele com todo meu coração, por tudo que ele representou ao nosso País, por ter tirado o Brasil da fome, da pobreza, por ter dado casa para as pessoas morarem. Se eu pudesse ir lá, daria muitos abraços e beijo nele, e desejaria muitos anos de vida, muita sorte e muito sucesso. Tenho fé de que ele vai sair logo dai e vamos viver uma grande festa ainda com ele no meio de nós”, afirmou esperançosa dona Isabel.

 

Benildes Rodrigues

 

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