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Presidente da CDHM lamenta agressões a moradores de rua e religioso em São Paulo

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O deputado Luiz Couto (PT-PB), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM), repudia o ato de violência e repressão que atingiu famílias sem teto e o padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo da Rua, em São Paulo na última sexta-feira (14). Eles foram agredidos por um grupo da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que invadiu o Centro Comunitário São Martinho de Lima, espaço de acolhimento de pessoas em situação de rua vinculado à Arquidiocese de São Paulo.

Os policiais tentavam recolher pertences das pessoas e isso provocou tumulto e agressões. Segundo relatos, os guardas teriam agredido e utilizado spray e bombas de gás de pimenta contra moradores do entorno, funcionários do local e o padre Júlio Lancellotti, de 69 anos, vigário episcopal para a Pastoral do Povo da Rua. Uma mulher e três guardas ficaram feridos. Um homem foi detido.

O Centro é um espaço usado todos os dias por pessoas em situação de rua. Lá, fazem refeições e higiene pessoal. De acordo com testemunhas, O padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo da Rua, estava no local e também foi agredido junto com usuários do Centro. O religioso relatou o que aconteceu ao portal de notícias Brasil 247.

“A GCM veio com toda a força, jogaram gás de pimenta, me deram soco no estômago, cuspiram em mim, falaram coisas horríveis”, afirma o religioso. “Eles não têm nenhuma tática para lidar com o conflito, eles acirram o conflito. Jogaram muito gás de pimenta”, diz Lancelotti. Segundo ele, os moradores de rua reagiram com pedras, atingindo um carro e um policial.

Intolerância –  Na avaliação do presidente da CDHM a atitude do grupo da Guarda Civil Metropolitana “é mais uma manifestação da falta de tolerância que, em nível institucional, tem submetido pessoas pobres a constrangimentos, humilhações e atos de violência extremada, violando assim os direitos humanos à igualdade e à não discriminação”.

Luiz Couto vai além: “ São atos rotineiros de higienização social promovidos pela administração municipal que, assim como as elites, acredita que a pobreza de nossos irmãos e irmãs de rua, fere a beleza de seu mundo de conto de fadas. Um mundo onde as fraturas sociais devem ser retiradas de seus olhos, sem um comprometimento verdadeiro em combater e resolver o problema”, lamentou.

Centro Comunitário – O Centro Comunitário São Martinho de Lima recebe cerca de 800 pessoas em situação de rua todos os dias para receberem almoço e desenvolve atividades com essa população desde fevereiro de 1990. O local realiza também programas de higiene pessoal, assistência social, bazar de roupas e calçados, atividades sócio educativas, farmácia para primeiros socorros com produtos fitoterápicos e horta comunitária.

 

Assessoria da CDHM

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