Home Portal Notícias Lula Livre Movimentos se unem em prol de #LulaLivre e contra retrocessos do pós-golpe

Movimentos se unem em prol de #LulaLivre e contra retrocessos do pós-golpe

9 min read
0

Um ato cheio simbologia e emoção marcou na tarde desta segunda-feira (6), em Brasília, o encontro de integrantes da Caravana do Semiárido contra a Fome com os seis militantes de movimentos sociais que estão sem comer há sete dias pela libertação de Lula. “Os sonhos que vocês carregam e expressam na caravana também são os nossos. Somos parte de um mesmo povo que não desiste, que luta e resiste”, afirmou Rafaela Alves, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e uma das grevistas.

Ela destacou a resistência do povo do semiárido, que em sua concepção tem uma tarefa maior nessa luta, porque são os primeiros a sofrerem com a seca e com a fome. “O nosso ato extremo é exatamente para que outros milhões de brasileiros não passem fome. As estatísticas já mostram que o Brasil está retornando para o Mapa da fome, então, não nos resta outro caminho que não seja a luta por uma Nação justa e soberana”, completou, fazendo referência ao fato de a greve ser também contra o caos social do País pós-golpe.

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Lula Pimenta (RS), participou da atividade, levando mais uma vez apoio e solidariedade aos grevistas. Ele destacou a importância da Caravana do Semiárido, que está percorrendo o Brasil para chamar a atenção da sociedade para os retrocessos que estão sendo implementados pelo governo golpista e ilegítimo que persegue a soberania nacional e que tira direito dos trabalhadores.

Sobre a greve de fome, Pimenta disse que é um ato extremo “necessário para denunciar o Estado de exceção e para mostrar ao Brasil e ao mundo que Lula é um preso político”. O líder reforçou que Lula, que será candidato à presidente pelo PT, só está preso por causa do seu legado. “Está preso por tudo o que ele representa, especialmente para o povo pobre, para o povo trabalhador, para os pequenos agricultores. Foi Lula quem deu dignidade a essa gente que hoje se levanta em sua defesa e que vai às últimas consequências, colocando a própria vida em risco em defesa da democracia, do Lula e do Brasil”, afirmou.

Doença social – Bruno Pilon, também do MPA, lembrou que há cada quatro minutos morre uma criança de fome no Brasil. “A fome é uma doença social que castiga, que mata. E o que une a greve e a caravana não é fome, mas a nossa capacidade de resistir a ela. Aprendemos a resistir e a lutar. Esses seis militantes que estão em greve de fome – que hoje ganhou mais uma adesão, o militante Leonardo Soares, do Levante Brasil Popular – é a síntese da nossa luta, de quem se organiza e resiste. E, se a caravana fez esse sacrifício, é porque acredita que podemos mudar, acredita e defende a libertação de Lula”, afirmou.

Emocionado, Alexandre Henrique Bezerra Pires, da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), falou pela caravana e citou números alarmantes da fome no País depois do golpe que retirou do poder a presidenta eleita, Dilma Rousseff. “São quase dois milhões de brasileiros que estão em situação de miséria, passando fome por causa dos cortes dos programas sociais”, lamentou.

Alexandre disse que a caravana, que já percorrer mais de 4 mil quilômetros em estados do Nordeste, do Sudeste e do Sul do Brasil, constatou por onde passou a volta da fome. “Infelizmente estamos testemunhando o empobrecimento do nosso povo. Essa política econômica do governo Temer tem devastado a dignidade do nosso povo”, protestou.

Privação e luta – O militante do Movimento dos Sem Terra Jaime Amorim, que está sem se alimentar desde a última terça-feira (31), lembrou que o ato extremo foi uma opção pessoal e reforçou que os brasileiros já entenderam que o golpe é contra o povo. “Temos muita clareza da nossa tarefa, e a nossa greve de fome não é para fazer teatro. Vamos até as últimas consequências. Sabemos o valor da vida, mas estamos correndo para salvar a vida de milhões de brasileiros. Nesse momento, o País tem 12 milhões de miseráveis, que não conseguem se alimentar e quase 40 milhões de pessoas estão desempregadas. Por isso, queremos acabar com a perseguição a Lula, queremos ele de volta à Presidência do Brasil”, afirmou.

Jaime Amorim disse ainda quais são as razões de o povo do Nordeste querer Lula de volta. “Antes dos governos de Lula, éramos tratados como um povo sem valor, tentaram desconstruir a nossa identidade. E com Lula foi diferente, ele nos valorizou, implantou políticas sociais, criou programa de créditos para os pequenos agricultores, criou o Luz e Água para todos, facilitou o acesso à educação, saúde e habitação”, argumentou.

Além de Rafaela Alves e Jaime Amorim, estão em greve de fome Vilmar Pacífico e Zonália Santos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST); Frei Sérgio Görgen, do Movimento dos Pequenos Agricultores; e Luiz Gonzaga (Gegê), da Central de Movimentos Populares (CMP).

Vânia Rodrigues

Carregar mais notícias
Comments are closed.

Vejam também

Zé Neto apresenta projeto que garante computador para estudantes pobres de escolas públicas durante a pandemia

O deputado Zé Neto (PT-BA) apresentou um projeto de lei na Câmara (PL 3.699/20), com a coa…