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Faixa presidencial será passada a Lula por Dilma, avisa Paulo Pimenta

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O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Lula Pimenta (RS), afirmou que quem vai passar a faixa presidencial em 1º de janeiro ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva será a presidenta legítima Dilma Rousseff, deposta pelo golpe midiático, parlamentar e judicial de 2016. “Temer, jamais! Nós vamos fazer uma solenidade para ela entregar a faixa a Lula”, disse ele, em entrevista dada na quarta-feira (1º) à noite ao programa Frente a Frente, da Rede Vida.

Pimenta reiterou que o registro da candidatura de Lula será feito dia 15 próximo, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, em ato que contará com a presença de milhares de pessoas procedentes de todo o País. Ele rebateu a tese de que Lula seria inelegível. “A legislação garante esse direito porque seu processo não foi transitado em julgado”.

Respeito à Constituição – Segundo o líder do PT, “só se rasgarem a Constituição de novo é que poderão impedir que o presidente Lula seja candidato”. Pimenta disse que no PT não se quer que o presidente Lula seja uma exceção. “Queremos que seja dado a ele o mesmo tratamento dado a centenas de outros casos [na Lei da Ficha Limpa]. Qualquer pessoa que não tenha sentença [condenatória] transitada em julgado, não pode ter os seus direitos violados”.

Ele explicou que nenhuma sentença provisória, como no caso do ex-presidente Lula, pode impedir a candidatura de alguém. E criticou também pressão de setores da mídia para que integrantes do Judiciário “que agem por motivações políticas e não com base na Constituição” antecipem uma decisão antes mesmo do registro da candidatura. “Quem quiser questionar, que o faça com base na lei e depois do registro”, disse.

 Perseguição – O líder criticou a Operação Lava-Jato pela perseguição a Lula, condenado sem provas. “Há uma sensação entre a população de que a Justiça não é igual para todos e que a Lava-Jato virou um braço político dos setores conservadores. E nós vamos denunciar isso na eleição”, afirmou.

“A gente vê juiz hoje legislando, reinterpretando a vontade do Constituinte, redefinindo parâmetros de lei. Isso é uma extrapolação completa”, disse Pimenta. “A Lava-Jato surgiu como um processo de investigação sobre irregularidades na Petrobras, mas deixou de ser isso há muito tempo. (…) Hoje ela opera como um braço político”.

Ele lembrou que pesquisas de opinião mostram que o juiz Sérgio Moro antes tinha apoio de mais de dois terços da população e, hoje, o índice caiu para cerca de 30%, justamente por ter transformado a Lava-Jato em uma espécie de partido político, em defesa de interesses estrangeiros, das oligarquias brasileiras e de partidos como o PSDB, desprezando as leis e a Constituição.

 Suspeitas – Pimenta disse ainda que pairam várias suspeitas sobre os setores do Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal envolvidos com a Lava-Jato. Apontou seletividade e manipulação dos processos, vendas de delações, envolvimentos de escritórios de advocacia de Curitiba com a venda de esquemas de proteção, entre outras irregularidades que precisam ser apuradas.

Pimenta disse que Lula é perseguido justamente por ter implementado ações que contrariaram interesses das oligarquias brasileiras, virando alvo desses setores do Judiciário e de forças políticas conservadoras como ocorreu com Getúlio Vargas, Leonel Brizola, João Goulart, entre outros líderes populares e progressistas.

“Será que alguém em sã consciência acredita que esse processo de corrupção nas empreiteiras começou no governo do PT?! Vocês acreditam nisso?”, questionou Pimenta

O parlamentar criticou duramente o governo Michel Temer e disse que o desafio do governo Lula será rever tudo o que foi desmontado pelo atual governo ilegítimo. Citou o caso da Petrobras como exemplo. “Foi algo criminoso o que foi feito com os preços do gás de cozinha e dos combustíveis”, disse, citando a política de favorecimento aos acionistas estrangeiros implementada por Temer na Petrobras.

Pimenta lembrou que a Petrobras é uma empresa pública e estratégica voltada para atender os interesses de todo o povo brasileiro, estimulando o desenvolvimento e não visando principalmente à geração de dividendos para os seus acionistas. “Chama o Lula que ele resolve!”, disse.

PT na Câmara

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