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Ato Lula Livre em Porto Alegre critica perseguição judicial a Lula

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A deputada Maria do Rosário Lula (PT-RS) cobrou do Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (13) um posicionamento sobre os desmandos do juiz Sérgio Moro. O pedido foi feito durante a sua participação no ato por Lula Livre e em defesa da democracia, realizado em frente ao Tribunal Regional Federal da quarta região (TRF-4), em Porto Alegre. “O STF tem que se posicionar, Sérgio Moro não comanda esse País. Que subversão é essa?”, questionou. Ela se refere ao fato de Moro, mesmo em férias, manobrar para impedir que fosse cumprida uma ordem judicial que garantia a liberdade para Lula.

Na avaliação da deputada do PT gaúcho, Moro é um político vestido de toga. “Ele não é um juiz político, é um político juiz”, reforçou. Rosário destacou ainda que “é um absurdo” tudo o que está acontecendo no sistema de Justiça do País.

Ela considerou uma perseguição a abertura de inquérito contra o desembargador Rogério Favreto, que no último domingo (8) concedeu um habeas corpus garantindo liberdade para o ex-presidente Lula. A ordem judicial, no entanto, não foi acatada devido a manobras judiciais envolvendo Sérgio Moro e os desembargadores Gebran Neto e Thompson Flores, ambos do TRF-4.  “É, sim, uma perseguição por ele ter agido seguindo preceitos constitucionais para conceder um habeas corpus em favor do presidente Lula”, denunciou.

Maria do Rosário reafirmou ainda que Lula é candidato. “Os direitos políticos do ex-presidente Lula não foram cassados e ele não cometeu nenhum crime. Não se pode negar a vontade da maioria da população brasileira que quer votar em Lula mais uma vez”, frisou.

O deputado Pepe de Lula Vargas (PT-RS), presidente do PT do Rio Grande do Sul também participou da manifestação e afirmou que o ato em Porto Alegre serve para denunciar mais uma vez a perseguição política ao ex-presidente Lula. “Os inquisidores de Lula participam de setores do Poder Judiciário e fazem de tudo para criminalizar o ex-presidente a fim de que ele não possa disputar as eleições presidenciais de outubro”, criticou.

De acordo com Pepe Vargas, esses setores da Justiça se articulam historicamente com a grande mídia, com aqueles que apoiaram o golpe de 64 e o golpe que depôs a presidenta eleita Dilma Rousseff em 2016. “Esses setores têm ligação com grandes grupos econômicos internacionais. Eles querem impedir que o povo brasileiro tenha mais uma vez um governo que defende a democracia, a soberania nacional e os direitos do povo”, destacou.

O julgamento de Lula, segundo Pepe Vargas, foi uma farsa judicial. Ele afirmou que o juiz Sérgio Moro, os procuradores da Operação Lava Jato, do Ministério Público Federal e os desembargadores do TRF-4 sabem que não existem provas contra Lula. “Aquele maldito apartamento [tríplex do Guarujá] não é do Lula, não tem documento em nome do ex-presidente. Portanto, não há prova, não existe crime cometido pelo presidente Lula”.

O deputado Henrique Lula Fontana (PT-RS) também criticou a atuação e perseguição de Sérgio Moro e de parte dos desembargadores do TRF-4 ao ex-presidente Lula. Ele explicou que a população brasileira já compreendeu o golpe e não quer continuar com o governo que tomou de assalto o poder. “O povo entende que Lula é inocente, que Sérgio Moro não é imparcial e defende o direito de Lula disputar as eleições de outubro”.

Fontana ressaltou que candidatura de Lula é indispensável para restaurar a democracia no Brasil. “O que vale mais, cerca de 60 milhões de eleitores que querem votar em Lula, ou 11 ministros do Supremo Tribunal Federal e mais 35 desembargadores do Superior Tribunal de Justiça. Serão essas 46 pessoas e mais os ministros do Tribunal Superior Eleitoral que irão decidir em nome dos 150 milhões de brasileiros?”, questionou.

O parlamentar também defendeu o desembargador Favreto. “Qualquer um pode não concordar com a decisão, com o habeas corpus, mas não pode manipular e mandar descumprir uma ordem judicial. Moro cometeu um crime, atuou para impedir o cumprimento do habeas corpus. Foi uma atitude fascista”, completou.

Dia de Luta – Nesta sexta-feira, dia Nacional de Luta – Lula Livre, além de Porto Alegra, várias cidades brasileiras promoveram manifestações e mobilizações em defesa do ex-presidente Lula e contra o circo jurídico ocorrido no domingo (8).

As manifestações marcam também o início de uma caminhada histórica para o grande ato que será realizado no dia 15 de agosto, quando os movimentos sociais, os defensores da democracia e lideranças nacionais irão registrar a candidatura de Lula à Presidência da República, em Brasília.

 

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