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16ª Caminhada de mulheres lésbicas e bissexuais ocupa SP

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A luta por representatividade e diversidade na política tomou as ruas neste sábado (2), com a realização da 16ª Caminhada de mulheres Lésbicas e Bissexuais em São Paulo. Depois de um intenso dia de debates, seminários e discussões na sede do Diretório Nacional do PT, onde foram apresentadas as candidaturas lésbicas, bissexuais e trans dos partidos, as mulheres ocuparam São Paulo com suas demandas para cobrar do atual governo políticas públicas para o público LGBT, como o direito a maternidade para mulheres lésbicas. Também reforçou a importância do recorte de raça dentro dos movimentos.

 

O tema destaque deste ano lembrou o assassinato político e covarde de Marielle: “Somos Marielle: contra a criminalização da pobreza, o genocídio e a intervenção militar”.

 

Suely Oliveira, vereadora no estado de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores falou sobre a importância do projeto Elas Por Elas, projeto de formação feminista e política lançado pelo PT, para as candidatas. Lembrou também da seriedade de uma caminhada como essa em uma sociedade que mata e usa o estupro como correção para LGBTs.

 

“A gente defende que representatividade importa, então precisamos eleger assembleias onde a gente tenha parlamentares que possam defender as bandeiras LGBTs nos dois níveis, no estado e federal, então é muito importante que nessa eleição a gente vote em candidatos que defendam a bandeira LGBT, que façam toda essa discussão e que estejam na luta com a gente”, defende.

 

Michele Meira, da secretaria Nacional LGBT do PT afirma: “A pauta LGBT é uma pauta importante e a gente sempre esteve à frente disso. Resistência ao golpe é mostrar o desmonte dessa política que historicamente já temos feito através de nossos governos e de nossos parlamentares que sempre defenderam a pauta LGBT e que são sempre nossos aliados e aliadas.”

 

A caminhada começou na praça Oswaldo Cruz e terminou com apresentações artísticas no Masp. Diversos assuntos foram colocados em pauta como a importância da representação negra, a luta contra a pornografia infantil e pedofilia. Os militantes ecoaram gritos de guerra como Fora Temer! e Lula Livre!

 

“A gente teve o golpe e vem passando por uma sucessiva retirada de direitos, num Congresso Nacional que é o mais retrógrado e fundamentalista da história do Brasil, então é pertinente a gente reafirmar que os espaços de luta são múltiplos e diversos como nós”, afirma Carla Ayres, vereadora pelo Partido dos Trabalhadores.

 

“Não só o Congresso, não só as vias eleitorais, mas também nas ruas, por isso estamos aqui hoje. E também é importante a gente se fazer representada nos espaços de poder e decisão pra desde lá defender os nossos direitos.”

 

Agência PT de Notícias

 

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