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Petistas reiteram apoio à greve dos petroleiros e pedem demissão de Pedro Parente

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O líder em exercício da Bancada do PT na Câmara, deputado Carlos Lula Zarattini (PT-SP), e o deputado Luiz Lula Sérgio (PT-RJ), manifestaram nesta quarta-feira (30) apoio irrestrito à greve nacional dos Petroleiros, convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e iniciada a partir do primeiro minuto desta quarta-feira. Apesar da decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que, atendendo a um pedido do governo Temer, declarou na noite de terça-feira (29) a greve dos petroleiros ilegal, trabalhadores de diversas refinarias, terminais e plataformas da Bacia de Campos mantiveram a paralisação e não se apresentaram para a tradicional troca de turno de trabalho.

A greve de 72 horas dos petroleiros tem como objetivo baixar os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, frear o processo de privatização da Petrobras, além de exigir a demissão de Pedro Parente. “A greve dos petroleiros é muito importante na luta para retirarmos o Pedro Parente do comando da Petrobras. Foi ele quem implementou essa política de preço dos combustíveis que nos levou a essa crise. Agora é fundamental derrubá-lo para superarmos a crise, voltarmos à normalidade do abastecimento, reduzirmos os preços dos combustíveis e acabarmos com o processo de desmantelamento da estatal”, disse Zarattini.

Pelo twitter, o deputado Luiz Lula Sérgio também lembrou que o atual presidente da Petrobras é o responsável pela política de reajustes abusivos nos preços dos combustíveis e também pelo desmanche da estatal, beneficiando as petroleiras internacionais. “Pedro Parente comandou o segundo governo FHC. Foi o ministro do Apagão, e agora o principal nome indicado pelo PSDB para o governo golpista de Temer. Hoje ele manda na Petrobras e é responsável pelo aumento recorde no preço da gasolina, do diesel e do botijão de gás”, acusou.

O deputado carioca também destacou que a política entreguista implementada por Parente na Petrobras tem prejudicado o desenvolvimento do País e o bolso dos brasileiros. “Ao entregarmos o petróleo do pré-sal para as empresas internacionais corremos o risco de deixarmos o Brasil sem combustível, ou de pagarmos um preço elevado por ele, como agora”, alertou Luiz Lula Sérgio.

Já a decisão do TST, que decretou a greve ilegal, foi duramente criticada pelo coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel. Ele ressaltou que a categoria não se intimidará e que a greve continua, mesmo com a decisão do tribunal de estipular multas diárias de R$ 500 mil caso a determinação não seja cumprida. “A justiça do trabalho está agindo como a justiça do capital. Esse é o papel que ela tem cumprido ao longo dos últimos anos. Eles queriam que a gente visse o desmonte que a Petrobras está sofrendo e morrêssemos igual carneiro, com as lágrimas escorrendo? Nós não vamos fazer isso”, declarou o líder petroleiro.

Paralisação– Segundo a FUP, os trabalhadores não entraram para trabalhar nas refinarias de Manaus (Reman), Abreu e Lima (Pernambuco), Regap (Minas Gerais), Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Araucária (Repar), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX).

Também não houve troca dos turnos da zero hora nos terminais de Suape (PE) e de Paranaguá (PR). Na Bacia de Campos, as informações iniciais eram de que os trabalhadores também aderiram à greve em diversas plataformas.

O movimento prossegue durante o dia, quando estão previstas paralisações nas demais bases do Sistema Petrobras.

 

Héber Carvalho com informações da FUP

Foto: Gustavo Bezerra

Foto: Lula Marques

 

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