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Alckmin, Bolsonaro, Rodrigo Maia e Meirelles representam a continuidade do caos no País, destaca Fontana

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Ao falar na tribuna da Câmara sobre a gravíssima crise institucional, econômica e política que o Brasil vive desde o golpe parlamentar de 2016, o deputado Henrique Lula Fontana (PT-RS) afirmou que as pré-candidaturas à Presidência de Bolsonaro, Alckmin, Rodrigo Maia e Meirelles representam a continuidade desse caos instalado no País. “Eles não têm visões diferentes, porque na realidade essas pré-candidaturas representam este governo que aí está. Eles representam o núcleo que organizou o golpe que jogou a economia brasileira nesta crise que nós estamos vivendo”, enfatizou.

E o que mais impressiona, segundo Fontana, é que aqueles 360 deputados que ajudaram a consolidar o golpe e colocaram Michel Temer na Presidência não sobem à tribuna para defender o governo dele. E não defendem, segundo Fontana, porque esse é um governo com dados vergonhosos. “A economia brasileira está derretendo”, lamentou.

Hoje, destacou o parlamentar gaúcho, o Brasil assiste uma das demonstrações mais cabais, dramáticas e tristes de uma desestruturação das políticas públicas de saúde, de assistência social e de educação, que é o crescimento da mortalidade infantil. Fontana relembrou que o País reduzia a mortalidade infantil ano após ano, durante mais de 16 ou 20 anos. “E este governo irresponsável de Temer, com o congelamento dos investimentos públicos, gerou, dentre outras coisas, uma crise de renda, de desinvestimento na saúde pública, de falta de cuidado com as políticas que protegem a primeira infância, gerou a retomada do crescimento da mortalidade infantil”, criticou.

Combustível – Henrique Lula Fontana falou ainda sobre a elevação nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. A gasolina e o diesel subiram mais de 50%, desde que Temer chegou à Presidência, e o gás de cozinha subiu mais de 65%. “Aí vêm alguns e dizem: A solução é retirar a Cide [tributo sobre os combustíveis]. Pois eu quero dizer desta tribuna que parte do tributo da Cide é dos municípios, que estão em situação pré-falimentar, fruto desta crise econômica, de uma política econômica perversa e derrotada”, alertou.

A solução no caso do elevado preço dos combustíveis na opinião do deputado Fontana é a Petrobras mudar a política de preços. “Esta política de dizer que a Petrobras deve agir como qualquer empresa privada e que não deve atender o interesse nacional, o interesse dos brasileiros, o interesse da economia brasileira é uma política falida”, frisou, ao acrescentar que esta foi também a política usada durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Fontana citou dados que confirmam que o Índice Geral de Preços daqueles 8 anos de FHC subiu 152%, enquanto o diesel foi aumentado em 347%. E comparou com os números dos 13 anos de governos Lula e Dilma, quando o Índice Geral de Preços subiu 132%, e o diesel subiu apenas 117%, ou seja, menos do que o IGP-DI. “E quando Temer entrou na Presidência e colocou Pedro Parente na Petrobras, a partir dali, de novo o preço do diesel e da gasolina subiu o dobro do Índice Geral de Preços do País”, comparou.

“A economia não suporta isso. E a maneira de terminar com o movimento de paralisação dos caminhoneiros é exatamente reduzir os preços que a Petrobras está determinando para a gasolina, o diesel e o gás de cozinha em nosso País. Isto é do interesse do Brasil”, enfatizou.

Fontana concluiu seu pronunciamento denunciando que os preços elevados de combustíveis são impostos pelo interesse de um mercado e, especialmente das grandes multinacionais da área de petróleo e gás que querem ter o Brasil como um “quintal para realizar grandes lucros”.

Vânia Rodrigues

 

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