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Zarattini participa de protesto contra a venda da Embraer em São José dos Campos

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Em ato contra a venda da Embraer para Boeing, na terça-feira (15), em São José dos Campos (SP), o deputado Carlos Lula Zarattini (PT-SP) alertou que a operação poderá significar o fechamento de mais de 18 mil vagas de empregos no estado de São Paulo, queda na arrecadação de impostos e da atividade industrial. Além disso, o Brasil vai perder uma organização que detém tecnologia de aviões comerciais, executivos e militares.

Segundo Zarattini, a venda da Embraer para a gigante norte-americana de aviação vai ocasionar um imediato desmantelamento da cadeia produtiva aeroespacial. “Essa venda é criminosa e vai obrigar o fechamento de fábricas, desemprego de milhares de pessoas e entrega para os americanos de todo conhecimento e acúmulo tecnológico e científico brasileiro no setor”.

O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Herbert Claros, lembrou que a empresa tem papel fundamental na economia do País. “É urgente que a Prefeitura de São José dos Campos e o governo do Estado rompam o silêncio e cobrem o governo de Michel Temer a usar seu poder de veto para impedir a venda da Embraer”.

O governo federal não é o controlador da Embraer, mas Michel Temer tem o poder de vetar mudanças estratégicas, a chamada “Golden Share”. Na avaliação de Zarattini, a venda vai impactar programas militares do País e a fabricação de aviões comerciais e jatos executivos. “Abrir mão do controle da Embraer vai significar também um grave ataque aos planos estratégicos na área da Defesa. O setor de defesa não sobrevive ou tem envergadura sem o desenvolvimento das aeronaves civis. Projetos importantíssimos na área da defesa nacional como o FX-2, que está sendo desenvolvido em parceria com a empresa sueca SAAB e inclui transferência de tecnologia para a Embraer, provavelmente serão interrompidos”, alertou.

Hoje, as fábricas das cidades paulistas de São José dos Campos, maior polo de desenvolvimento da empresa, Gavião Peixoto, Botucatu, Sorocaba e Taubaté empregam mais de 18 mil pessoas. E têm mais de seis mil engenheiros.

Líderes das principais centrais sindicais do país como CUT, Força Sindical e Intersindical, sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos, Botucatu e Araraquara participaram do ato.

Assessoria de Imprensa

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