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Em Nova Iorque, Moro participa de evento tucano de Doria e é alvo de protestos

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O juiz Sérgio Moro foi alvo de mais um protesto, nesta quarta-feira (16), em Nova Iorque, por conta de sua parcialidade e perseguição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de agir como uma espécie de despachante de empresas norte-americanas no Brasil. Em frente ao Hotel Pierre, um dos mais caros de Nova York (diárias acima de R$ 2 mil reais), sindicalistas norte-americanos e ativistas brasileiros vaiaram e protestaram contra Moro, que foi ao hotel dar palestra para cerca de 200 empresários, em evento promovido pela Lide, empresa do tucano e candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, João Doria.

Sergio Moro falou sobre o “fortalecimento das instituições” no Brasil, no momento em que várias personalidades internacionais, incluindo dois prêmios Nobel da Paz, consideram Lula um preso político. Do mesmo evento participou o ministro da secretaria de Governo, Carlos Marun, representante da tropa de choque de Michel Temer, já denunciado como corrupto, chefe de quadrilha e agora investigado por propinas nos portos.

No protesto de hoje, várias faixas apontaram em frente ao luxuosíssimo hotel nova-iorquino quem é Moro. Uma delas dizia “Moro: how to sell Brazil” (Moro: Como vender o Brasil). Outras diziam que Lula é inocente e pediam sua libertação da prisão em Curitiba, onde se encontra detido, desde o dia 7 de abril, como prisioneiro político.

Criminoso do ano – Os protestos deram sequência aos de ontem, em frente ao Museu de História Natural de Nova Iorque, onde Moro recebeu o prêmio “Homem do Ano”, junto com o ex-prefeito da cidade, Michael Bloomberg, no meio de grã-finos que puderam pagar até 26 mil dólares de entrada (mais de R$ 96 mil reais) para participar do evento promovido pela Câmara de Comércio Brasil/EUA.

Ontem, Moro, sem nenhum pudor e todo sorridente, tirou fotos ao lado de João Doria, assim como fez há algum tempo com outro tucano, o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Outra imagem igualmente simbólica é a do juiz ao lado de Pedro Parente, presidente da Petrobras que está esquartejando a empresa e entregando-a a petroleiras estrangeiras, muitas dos EUA.

Em um dos cartazes, Moro foi descrito como “criminal of the year” (criminoso do ano); uma faixa dizia que “Moro pratica lawfare” contra Lula – uma perseguição judicial que visa retirar o ex-presidente das eleições presidenciais de 2018.

O evento com Moro ocorre dois dias depois de uma pesquisa CNT/MDA revelar que, para 90% dos brasileiros, o Poder Judiciário age de forma parcial no Brasil. Segundo a pesquisa, para 90,3% a Justiça brasileira não age de forma igual para todos. Apenas 6,1% consideram que age de forma igual. A avaliação sobre a atuação da Justiça no Brasil é negativa para 55,7% (ruim ou péssima) dos entrevistados. 33,6% avaliam a Justiça como sendo regular e 8,8% dos entrevistados avaliam que a atuação da Justiça no Brasil é positiva (ótima ou boa).

Doria já foi cliente da firma Mossack Fonseca e movimentou recursos no Panamá, um dos maiores paraísos fiscais do mundo, que recebe dinheiro oriundo da corrupção, da sonegação fiscal e da evasão de divisas. Lula, o melhor presidente da história do Brasil, na visão da maioria dos brasileiros, teve todos os seus bens bloqueados por Moro. Atualmente, a defesa de Lula tenta desbloquear recursos da ex-primeira-dama Marisa Letícia para tentar custear a sua defesa.

Leia mais:

Moro é escrachado e chamado de “criminoso do ano” em Nova Iorque

PT na Câmara com blogs e agências

 

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