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“Há 70 anos começou o genocídio do povo palestino”, denuncia Pimenta no dia da Nakba

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Os 70 anos da Nakba na Palestina foram registrados na tribuna da Câmara [vídeo abaixo], nesta terça-feira (15), pelo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS). O termo árabe significa “catástrofe” ou “desastre” e historicamente faz referência ao início do êxodo da população palestina causado pela criação do Estado de Israel. A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece formalmente que mais de 700 mil árabes palestinos fugiram ou foram expulsos de seus lares nos primeiros anos de ocupação da Palestina pelos colonos israelenses.

Na opinião do líder petista, a data possui um profundo significado para a humanidade “Nesse 15 de maio, há 70 anos, começou esse verdadeiro genocídio, numa monumental guerra de extermínio e de limpeza étnica”, criticou Pimenta, que citou uma série de dados históricos que comprovam a política de extermínio aplicada pelo governo de Israel contra os palestinos.

“Quando foi criado, há 70 anos, o Estado de Israel, existiam naquela região 774 cidades e povoados palestinos que foram imediatamente ocupados. 531 foram totalmente destruídos. 70 massacres ocorreram. E, num primeiro momento, houve 15 mil mortos, milhares de feridos e mutilados, dois terços da população originária expulsa das regiões onde viviam”, listou o petista.

“78% do território da Palestina histórica foi ocupado à força. E dali foram expulsas ou mortas cerca de 800 mil pessoas das 900 mil que ali habitavam. É por essa razão que esse evento histórico chamado Nakba tem este nome”, acrescentou Pimenta, que denunciou também as condições de vida atuais do povo palestino.

“Aproximadamente 5,8 milhões de pessoas vivem basicamente em 58 campos de refugiados. 19 na Palestina e na Cisjordânia; 8 em Gaza; 10 na Jordânia; 9 na Síria e 12 no Líbano. Não há no mundo hoje nenhuma população que sofra perseguição que o povo palestino sofre”, disse o parlamentar.

Pimenta lembrou que nas décadas recentes o “flagelo” tem se dado através da ocupação de territórios para implantação de novas colônias de agricultores nas poucas áreas que ainda restavam do território palestino original. “São 425 novas colônias, com 637 mil colonos estrangeiros que chegaram à Palestina, em sua maioria extremistas, defensores do apartheid e do extermínio do estado palestino que ainda resta”, lamentou o deputado gaúcho, que cobrou do Brasil uma postura mais ativa na defesa dos direitos do povo palestino.

Reprodução/Youtube

“Nós precisamos levantar a voz e o Brasil sempre foi um país que teve coragem de levantar a sua voz em defesa do direito do estado palestino. A esta população que foi negado o direito ao retorno, o direito de viver em dignidade, o direito de viver em paz”, disse.

Trump – O massacre ocorrido nesta segunda-feira (14) também foi registrado por Pimenta, dirigindo-se diretamente aos parlamentares presentes no plenário da Câmara. “Vossas excelências estão acompanhando o que está acontecendo nesse momento nessa região do planeta onde, em meio a todo o conflito histórico, de uma das maiores tragédias da humanidade, numa provocação do presidente americano Donald Trump, de inaugurar uma nova embaixada americana em Jerusalém, tem provocado protestos de milhares de pessoas e já foram mortos dezenas de palestinos e palestinas e existem milhares de pessoas feridas”, disse.

Para o líder do PT, apenas o respeito às resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) pode garantir paz à região. “Somente se forem respeitadas as deliberações da própria ONU – que, diga-se de passagem, ontem negou uma investigação internacional sobre os assassinatos que lá estão ocorrendo – para a criação de um estado palestino unitário, contíguo, viável, seguro, tendo Jerusalém oriental como sua capital, poderá ser reestabelecida a paz no Oriente Médio e devolvida a este povo, que há 70 anos sofre, o direito de viver em paz e dignidade”, defendeu.

Pimenta encerrou o seu pronunciamento prestando solidariedade “à luta e à coragem” do povo palestino. “Recebam hoje um abraço da bancada do Partido dos Trabalhadores, a nossa solidariedade e o nosso compromisso de luta”, concluiu.

Rogério Tomaz Jr.

Assista ao vídeo do discurso do deputado Paulo Pimenta (PT-RS):

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