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Seminário formula propostas de desenvolvimento rural sustentável

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Os compromissos agrários do Partido dos Trabalhadores e o desenvolvimento sustentável do Brasil estão em debates nesta segunda-feira (14) em seminário organizado pela Secretaria Agrária Nacional do PT, em conjunto com a Secretaria Nacional de Meio Ambiente e com as bancadas do PT na Câmara e no Senado. “O PT está em processo interno de elaboração do Plano Lula de Governo e este evento vem contribuir para que possamos formular propostas que permitam que o País se desenvolva com sustentabilidade”, afirmou o deputado Nilto Lula Tatto (PT-SP), secretário nacional do Meio Ambiente e que presidiu a abertura do evento, em Brasília.

O deputado Patrus Lula Ananias (PT-MG), secretário nacional Agrário do partido, destacou os retrocessos do governo golpista de Temer para o setor e os prejuízos e retrocessos ambientais. “Além de congelar os gastos sociais do País, esse governo está entregando tudo, querem privatizar até a água, por meio da privatização da Eletrobras”, denunciou. Ele destacou a importância desse seminário para um futuro governo Lula. “Precisamos refletir sobre a agricultura e a agroindústria, sem perder a função social da terra”, defendeu.

Na avaliação da vice-presidente nacional da CUT, Carmem Foro, “a agricultura brasileira perdeu muito desde o golpe, e temos no Congresso projetos que representam retrocessos como o que flexibiliza o uso dos agrotóxicos, o da venda da água, e o das sementes… Temos que compreender esses perigos para superá-los”, defendeu.

A vice-presidente da CUT Brasil destacou ainda que no Brasil há muita concentração de terra. “Enquanto temos um País com grande produção de alimentos, a visão dos entreguistas é a de vender a nossa água e as nossas terras aos estrangeiros”, lamentou. Ela informou que, para também contribuir com o Plano Lula de Governo, a CUT vai realizar debates sobre a temática nos dias 18, 19 e 20. “É hora de muito diálogo e formulação, olhar o que se construiu e preparar para fazermos ainda mais e melhor”, afirmou.

Thomas Manz, representante Fundação Friederich Ebert Stiftung, falou da importância de se discutir sustentabilidade nesse momento de renovação política e defendeu o desenvolvimento rural sustentável como agenda central da pauta da esquerda brasileira. “Nos outros governos do PT a preocupação foi com o crescimento e a distribuição de renda para avançar nas políticas sociais. O tempo agora é de pensar na sustentabilidade”, sugeriu. Ele disse que a agricultura é fundamental para a economia brasileira e mundial, mas alertou que é preciso conservar e proteger as riquezas naturais.

Plano de Governo – O secretário nacional de Desenvolvimento Econômico do PT e um dos coordenadores do Plano Lula de Governo, Renato Simões, participou da abertura do seminário e explicou a construção do programa, que seguiu dois parâmetros básicos: a Resolução do VI Congresso do partido e as propostas e sugestões acumuladas pelo próprio ex-presidente Lula nas caravanas pelo Brasil. “Temos o diagnóstico pós-golpe para sabermos no que é necessário avançar, o que precisa ser reconstruído e o que precisa ser anulado”, explicou. Ele reforçou que a exemplo das secretarias nacionais Agrárias e do Meio Ambiente, os setoriais do partido continuam convocados para aprofundar e detalhar as propostas para o Plano Lula de Governo.

Renato Simões enfatizou que o programa de governo é um capítulo de resistência ao Estado de exceção que o País vive desde o golpe que retirou a presidenta legitimamente eleita Dilma Rousseff do Poder. “Vivemos um momento de rompimento da Constituição Federal, pelo condomínio golpista, que exige um programa democrático e popular com radicalidade. Não estamos só encerrando uma fase golpista (…) o nosso plano não reconhecerá a legitimidade das revogações de direitos e sucateamento das políticas pública”, avisou.

Parceiros – O seminário Desenvolvimento Rural Sustentável foi organizado em parceria com as fundações Perseu Abramo e Friederich Ebert Stiftung e contou com a colaboração do Núcleo Agrário da Bancada do PT na Câmara.

 

Vânia Rodrigues

 

 

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