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Vigílias Lula Livre se espalham com acampamentos e caravanas

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Uma semana depois de o ex-presidente anunciar que cumpriria o mandado de prisão expedido pelo juiz Sérgio Moro, as mobilizações Lula livre se espalharam pelo Brasil nesta semana, em defesa da democracia e para denunciar a prisão política de Lula.

Em Curitiba, nem a chuva nem o vento atrapalharam a mobilização nos arredores do prédio da Polícia Federal onde está o ex-presidente Lula. “Querência Amada” e “O Bêbado e o Equilibrista” foram algumas das canções apresentadas para animar o sábado de luta e resistência, que ouviu ainda poemas recitados e se aqueceram permanecendo juntos e em vigília.

Agora, psicanalistas dialogam sobre a disseminação do ódio em nossa sociedade. Para o final do dia, é esperada a presença da poeta Alice Ruiz, além de Olívio Dutra, Estrela Leminski e Ter Ruiz, entre outros.

Em Brasília, o acampamento já conta com mais de 400 homens e mulheres vindos de Goiás, Minas Gerais, Tocantins, São Paulo e Bahia. Neste sábado, um ato debateu a judicialização da política, com o advogado Antônio Escrivão e Nilton Tubino.

Em sua fala, Escrivão lembrou que a Constituição trata do poder popular, soberano e democrático. “O Judiciário está submetido a esta norma, e o poder do juiz não é maior do que o poder popular, afirmou.

Já Tubino analisou a atuação conservadora do juiz Sérgio Moro nessa perseguição política ao ex-presidente Lula: “A prisão política de Lula não está descolara da criminalização dos movimentos sociais”.

Na sequência, discutiu-se em Brasília o papel da mídia no processo de golpe. Beto Almeida e Rafael Villas Boas apresentaram uma síntese histórica da atuação dos meios de comunicação no Brasil.

De acordo com Beto Almeida, é necessário organizar a mídia popular, de modo a não aceitar a cobertura mentirosa que é feita. “A Rede Globo tem uma programação anticivilizatória, que se fortalece com o golpe”, avaliou.

Villas Boas avaliou que, no Brasil, há um acúmulo de poder, que famílias oligárquicas adquiriram ilegalmente, concentrando terra, os meios de comunicação e o controle dos poderes Judiciário, Executivo e Legislativo. “Temos que gerar um curto-circuito na afirmação da mídia burguesa, para quem a ação popular não vale. Nossa tarefa é informar, formar e organizar a classe trabalhadora.”

As atividades em Brasília seguem pela tarde, quando acontece uma oficina de cartas. O ex-presidente Lula tem recebido as mensagens enviadas para ele e se alegrado muito com as mensagens de força e esperança que recebe do povo brasileiro.

Fortaleza – Na Praça da Justiça Federal, no Centro de Fortaleza, são cerca de 1.500 companheiros e companheiras de diversos municípios do Ceará organizados nas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Assim como em Curitiba, o sábado de resistência começou com um ato em homenagem à memória de Marielle Franco, vereadora assassinada covardemente há um mês no Rio de Janeiro. A atividade foi organizada pelas mulheres das Frentes, que ainda pela manhã debateram a participação das negras na política.

Agora pela tarde, oficina de produção de materiais para um novo ato em memória da vereadora. Durante todo o dia, aconteceu no acampamento a Feira Cultural da Reforma Agrária, com produtos provenientes de vários assentamentos do estado.

Caravana Lula livre – No Piauí, caravana percorre 12 municípios, como Demerval Lobão, Lagoa e Monsenhor Gil, levando a luta pela liberdade de Lula e a denúncia da perseguição jurídico-midiática e mantendo viva a promessa de sermos, do lado de fora, as pernas e a voz do ex-presidente.

#OcupaAssembleia – As bancadas nas Assembleias Legislativas também estão mobilizadas. Um grupo de deputados e deputadas estaduais do PT, do PSOL e do PCdoB está promovendo o #OcupaAssembleias, que promoverá atos ao longo da semana em vários estados. Já houve mobilização na Bahia e já programação para Minas Gerais (na segunda) e Santa Catarina (na terça).

A partir das 17h, o ato em Defesa da Democracia e de Lula Livre reunirá deputados, ex-deputados, liderança religiosas, juristas, movimentos estudantil, de mulheres e feministas, sociais e comunitários, centrais sindicais e partidos.

Foto: Joka Madruga

Da Redação da Agência PT de Notícias

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