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Margarida Salomão afirma que Lula denuncia as dores do povo e “proclama seus sonhos”

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A deputada Margarida Salomão (PT-MG) analisa em artigo a prisão injusta de Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente, conforme a ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora, traduz o sentimento do povo brasileiro, “denunciando suas dores e proclamando seus sonhos”. Por isso perseguem o PT e prendem Lula. Margarida ainda destaca que “Lula é um preso político, de que a prisão de Lula é apenas o segundo ato do golpe de 2016, cujo terceiro momento é impedi-lo de disputar as eleições de 2018.” Leia abaixo o artigo na íntegra:

 

Não há no mundo nenhuma liderança como Lula

Lula é a vitória do improvável. Do retirante que se torna presidente. Do torneiro mecânico criador de universidades. Do sertanejo que levou água para o sertão. De uma vítima da fome que acabou com a miséria de um país. Sobretudo, de quando a voz do povo faz-se ouvir pelo próprio povo.

Porque esse é o principal dom de Lula – o de traduzir o sentimento do povo, denunciando suas dores e proclamando seus sonhos.

Não importam as centenas de horas dedicadas à mais pura difamação de Lula nos noticiários do país, não importa o sem-número de desvios praticados por membros do Ministério Público e do Judiciário para condenar Lula. Nada disso importa: Lula resiste e faz sua voz ressoar cada vez mais forte.

“O que não se dão conta é que quanto mais eles me atacam, mais cresce a minha relação com o povo brasileiro”, lembra.

Os acontecimentos do mais recente sábado são a prova cabal de tudo isso. Quem mais conseguiria fazer com que milhares de pessoas abandonassem suas casas para proteger seu líder, em São Bernardo do Campo, em Congonhas, em Curitiba?

Que outra liderança seria capaz de contrariar a vontade popular que bradava “não se entrega!” e ainda acolher a manifestação espontânea e sincera “eu também sou Lula”?

“Quanto mais dias eles me deixarem lá, mais Lulas vão nascer neste país e mais gente vai querer brigar por este país”, insiste.

Os eventos de sábado encerram um ciclo. Até então, Lula correu o Brasil em suas caravanas com a mensagem que mais deveríamos compreender: se tivessem sucesso em prendê-lo, caberia a nós a tarefa de sermos suas pernas, sua cabeça, seu coração, de sermos os milhões de Lulas que esse país necessita.

Daqui por diante, cabe a cada um e cada uma assumir essa responsabilidade. Temos uma democracia que se despedaça mais a cada novo dia: na volta da fome, no recrudescimento do desemprego, na eliminação de direitos trabalhistas e, até, dos direitos civis – como o da própria presunção da inocência! É urgente recomeçar a construir nosso país!

Tal tarefa começa, contudo, na denúncia diária e ininterrupta de que Lula é um preso político, de que a prisão de Lula é apenas o segundo ato do golpe de 2016, cujo terceiro momento é impedi-lo de disputar as eleições de 2018.

Lula livre é o primeiro passo para a reconstrução de nossa democracia. E elegê-lo presidente será como o desabrochar da primeira flor em setembro.

Porque, como disse Lula, “os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais poderão deter a chegada da primavera”.

 

Margarida Salomão é deputada federal pelo PT-MG e ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Foto: Gustavo Bezerra

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