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“Lula é candidato e vai ser nosso presidente”, destaca Zeca Dirceu

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Em artigo publicado no site Brasil 247, o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), critica a injusta e arbitrária prisão do ex-presidente Lula. O parlamentar destaca que “um grupo que era privilegiado historicamente e se beneficiava disso não ficaria contente”, com um governo popular que trabalhou pela inclusão social no País. Zeca Dirceu condena a prisão de Lula e escreve que “se Lula não voltasse a ser o líder de pesquisas de intenção de votos, não seria o alvo de ataques tão ferozes dos grandes meios de comunicação e de um judiciário cúmplice dessa perseguição”. Veja abaixo o artigo na íntegra:

A liberdade de Lula é o preço por liderar o povo de um País

Hoje acordo mais forte, o Lula está preso. E eu não tenho direito ao desânimo, eu não tenho direito de me lamentar. Porque o Lula merece que minha esperança e minha luta, mais do que nunca estejam vivas. Porque minha missão será brigar para que sua prisão política e absurda seja derrotada e para manter vivas as suas ideias. Lula foi retirado da vida pública, sua liberdade foi caçada, porque a sua volta à Presidência da República significa o retorno de um projeto político que vai contra aos grandes interesses. Quando um partido que entrou no poder por meio de votos da população e implantou políticas públicas voltadas à distribuição de renda, justiça social e ampliação dos serviços públicos para as pessoas mais pobres, um grupo que era privilegiado historicamente e se beneficiava disso não ficaria contente.

Os grupos e mídia que mandavam e sugavam da economia brasileira se incomodou. Lula, que mudou a cara do País, tirou o Brasil do mapa da fome e o colocou em destaque internacional, começou a ser um incômodo para quem queria de volta o velho modelo político de muito nas mãos de poucos.

Mas não havia jeito de tirar essa liderança, que vencia em votos por quatro eleições seguidas. Era preciso caminhos que resultassem na derrubada total. Para um plano assim, uma mídia manipuladora, um povo polarizado e um judiciário conivente eram necessários para chegar ao objetivo: voltar ao poder, por quaisquer que fossem os meios. Era preciso plantar uma ideia, o combate à corrupção. Era preciso fabricar um culpado. E era preciso achar quem executasse a tarefa.

Depois de arrancar uma presidenta eleita democraticamente e deixar no governo um presidente acusado com gravações, reuniões de madrugada, malas de dinheiros, apartamento com milhões guardados, estava formada também uma base aliada de parlamentares comprados, acusados e que o protegeu de denúncias e investigações. Os mesmos que fizeram seus discursos de paladinos da justiça.

Mas não foi o bastante. Lula pôs os pés na estrada, foi rodar o País e começou a fazer o que mais sabe: falar como o povo. Contou o que a velha mídia e a direita estavam fazendo. Lula começou a dizer tudo o que tinha realizado e tudo o que estava sendo extinto. Começou a chamar atenção para volta da fome, a volta do desemprego, a volta da subserviência internacional, a retirada de direitos. E isso incomodou.

Se Lula não voltasse a ser o líder de pesquisas de intenção de votos, não seria o alvo de ataques tão ferozes dos grandes meios de comunicação e de um judiciário cúmplice dessa perseguição. Se Lula tivesse preferido ficar em casa, como ex-presidente de maior popularidade na história do Brasil, poderia estar nesse momento gozando de sua liberdade.

Mas nunca foi de ficar calado, Lula nunca foi de aceitar injustiça e nunca foi de esperar por uma promessa de futuro melhor. Sua história é de luta, de brigar por um projeto de País em que todos estivessem incluídos. Todos esses motivos fazem dele um líder, e isso custa caro. No seu caso está custando todos os seus direitos, sua liberdade, sua vida.

A prisão de Lula foi o ápice de um plano de uma parte do judiciário que fecha os olhos pra Aécio Neves dentro do Senado, que ignora processos arquivados e prescritos de Serra e Fernando Henrique Cardoso, que comete vaza áudios ilegais, que condena sem provas, mas que veste a toga e diz que combate a corrupção.

Mas hoje, está iniciada minha vigília e minha luta para que Lula fique livre. Se pensaram que o povo sem medo ia se calar, não conhecem nossa resistência. Vamos denunciar essa arbitrariedade, essa ilegalidade ao mundo. Não aceitaremos calados, não ficaremos inertes ao que está acontecendo. Nosso projeto de País mais justo e igualitário não acaba aqui. A liberdade de Lula será nossa bandeira permanente. Lula é candidato e vai ser nosso presidente.

*Deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR)

Foto: Gustavo Bezerra

 

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