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Paulo Pimenta considera “grave e inaceitável” decisão de Moro sobre prisão de Lula

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51O líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), considerou extremamente grave e inaceitável a decisão do juiz Sérgio Moro, que deu prazo até amanhã (6) para que o ex-presidente Lula se apresente em Curitiba, à Polícia Federal.   “Lula é inocente. Nós não reconhecemos e não aceitamos essa decisão. Nós, inclusive, nem esgotamos todos os recursos no TRF-4, isso se constitui em uma enorme violência institucional e, por isso, não vamos permitir que isso seja naturalizado porque está em desacordo com a Constituição, está em desacordo com a nossa legislação”, afirmou.

Para Paulo Pimenta o que está acontecendo é uma enorme violência contra a mais importante liderança popular deste País. “O juiz Sérgio Moro, mais uma vez em busca de holofote, chega ao limite de sua irresponsabilidade. Ele afronta mais uma vez o Estado democrático de direito na sua sanha enlouquecida de perseguição ao presidente Lula”, criticou.

“Quero publicamente denunciar mais uma vez ao Brasil e ao mundo essa perseguição odiosa que Lula está sofrendo. Ele é inocente, foi condenado em um processo ilegal, sem provas e que está em desacordo com toda a jurisprudência, com toda a doutrina do direito penal brasileiro”, enfatizou Pimenta que avisou: “Nós nos insurgimos contra essa decisão. Estamos solidários ao presidente Lula, que tem o nosso carinho e estaremos junto com ele”.

Vigília – O líder do PT anunciou que lideranças e militância estão em uma grande vigília em São Bernardo, no Sindicado dos Metalúrgicos, recebendo o carinho e o abraço de milhares de pessoas que têm claro que essa é uma decisão política. “Nós assistimos um processo odioso que pretende transformar o presidente Lula em um preso político”, reforçou.

Paulo Pimenta destacou que o que o Brasil assistiu ontem no Supremo Tribunal Federal foi lamentável. “O Brasil percebeu com clareza que havia uma maioria contrária a decisão da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, e do relator do pedido de habeas corpus de Lula, ministro Edson Fachin. Mas em uma manobra de plenário, a ministra não permitiu que uma Ação de Inconstitucionalidade – que o ministro Marco Aurélio é o relator – fosse julgada”, explicou.

Cármen Lúcia, avaliou o líder, impediu que a maioria pudesse se expressar. “Nós temos hoje uma maioria no STF consolidada que não permite que essa a prisão ilegal e autoritária possa ser decretada. Então, em um jogo de cartas marcada, numa chicana institucional a ministra impediu que uma maioria se expressasse e, por conta dessa manobra, com objetivos absolutamente políticos e de perseguição ao presidente Lula, se criou um ambiente e uma decisão precária para que o juiz Sérgio Moro, correndo contra o tempo – porque ele sabe que é uma ilegalidade – e em um gesto autoritário adotasse a postura que está adotando”, denunciou.

Lula presidente – “Lula é inocente. Lula será o nosso presidente. Nós não reconhecemos, não aceitamos e consideramos um abuso tudo isso que está acontecendo. Nós não podemos assistir calado tamanha arbitrariedade. Não é possível e não é razoável que por conta de uma perseguição odiosa e de natureza política possa, como eles pretendem, banir da vida pública a principal liderança popular deste País para colocar o Brasil de joelhos a interesses internacionais para entregar o nosso petróleo, para tirar o direito do povo”, protestou o líder do PT.

Paulo Pimenta conclui reforçando que é tudo um jogo de cartas marcadas. “A decisão de ontem do STF é uma vergonha e hoje é ainda pior. Portanto, vamos continuar mobilizados”.

Vânia Rodrigues

 

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