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Partidos do campo democrático-popular defendem união contra extremistas

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Em ato suprapartidário nesta quarta-feira (28), em Curitiba, que reuniu no mesmo palco três pré-candidatos à Presidência da República – Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Manuela D’Avila (PCdoB) e Guilherme Boulos (Psol) –, foi proposto um pacto pela união da esquerda brasileira em defesa da democracia e contra o fascismo. “O que nós assistimos nos últimos dias – as agressões, os relhos, as pedras e os tiros – mostra que a democracia não é mais cara para a direita. Precisamos nos unir. Nossas ideias são mais fortes que as balas. Venceremos juntos o fascismo”, defendeu Manuela D’Ávila.

A pré-candidata do PCdoB ressaltou que no ato havia representantes de muitas organizações e partidos do campo democrático popular. “Temos coragem para enfrentar o fascismo e o ódio. Temos ideias e propostas diferentes, mas não podemos nos dividir no que é central, que é o antinacionalismo, a entrega do Brasil, a retirada dos direitos dos trabalhadores e o fim das políticas sociais”, reforçou Manuela.

Guilherme Boulos também destacou as divergências de pensamentos entre os partidos de esquerda, mas enfatizou que elas não “impedem a união para enfrentar o fascismo e o ódio em uma frente democrática entre partidos e candidaturas de esquerda”. Na avaliação de Boulos, com o fascismo não se brinca, não se conversa. “Ele precisa ser enfrentado enquanto há tempo. Por isso, é importante que a gente tenha essa maturidade de sentarmos e juntos buscarmos a unidade democrática, porque só com a nossa unidade venceremos o fascismo”, alertou.

O pré-candidato do Psol disse que também foi a Curitiba para levar a “mais sincera” solidariedade a Lula e à militância petista, que receberam agressões “covardes e criminosas”. Em referência aos extremistas, disse que “essa gente já passou de qualquer limite, plantando as perigosas sementes do fascismo no País”. Acrescentou ainda que as balas que atingiram a caravana têm a mesma origem das que mataram Marielle Franco, vereadora do do Psol do Rio.

Entusiasmo – O senador João Capiberibe (PSB-AP) participou do ato suprapartidário e também defendeu a união das esquerdas. “Vim de longe para dizer que precisamos de unidade, de unir o povo brasileiro contra esse fascismo que ameaça tomar conta do Brasil”. Capiberibe se disse entusiasmado com a frente democrática de esquerda. E garantiu: “onde a democracia estiver em perigo eu vou lá lutar, conte comigo, conte com o PSB”.

Juliano Medeiros, presidente nacional do PSol, também pontuou a relevância da mobilização em Curitiba. “Esse é um ato histórico, porque o momento é muito grave. É o dia em que a esquerda deixa de lado suas diferenças para reafirmar seu compromisso com a democracia, com as liberdades políticas, com o livre direito de manifestação”, afirmou. Em repúdio à intolerância, ele relembrou casos recentes de violência: o assassinato de Marielle Franco; a chacina que vitimou cinco jovens no último domingo, em Maricá (RJ); e o atentado sofrido pela Caravana Lula.

O presidente do Psol encerrou confirmando o apoio do partido na construção de uma resistência. “Se eles acham que vão destruir a democracia sem luta, estão muito enganados. Vamos fazer frente a tudo isso”, completou.

Esperança – Outra presença marcante no ato suprapartidário foi a do senador Roberto Requião (MDB), que já governou o Paraná por três vezes. Ele disse que fez questão de estar ali para dar as boas-vindas ao futuro presidente do Brasil. Requião citou os avanços sociais, trabalhistas, econômicos e de soberania nacional assegurados nos governos Lula e Dilma e denunciou a forma como esses direitos estão sendo destruídos com o golpe parlamentar.

“Há uma esperança do referendo revogatório, da devolução de dignidade do povo brasileiro com a candidatura do Lula. Por isso, eles querem encarcerar o ex-presidente, querem prender a esperança. Mas a esperança de um povo não pode ser encarcerada. O povo tem o direito de decidir o seu destino, e eu quero votar Lula”, finalizou.

Vânia Rodrigues

Foto: Ricardo Stuckert

 

 

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