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Em Quedas do Iguaçu, Lula afirma que vai retomar a reforma agrária

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O ex-presidente Lula assumiu nesta terça-feira (27) o compromisso de retomar a reforma agrária no País interrompida pelo governo ilegítimo de Temer. Mesmo debaixo de chuva milhares de militantes do movimento sem-terra, assentados da reforma agrária e moradores de Quedas do Iguaçu (PR) ouviram Lula dizer que, se voltar à Presidência, vai recriar o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e demarcar as terras indígenas e quilombolas ainda não reconhecidas pelo Estado. As declarações aconteceram durante o Ato pela Reforma Agrária, em mais uma atividade da Caravana Lula Pelo Sul.

“Nós vamos voltar com o ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), para retomar a reforma agrária, e vamos legalizar as terras indígenas e as terras quilombolas. Eles inventaram mentiras e me acusaram de ter cometido crime porque querem evitar que eu seja candidato. Eles têm medo de que eu me eleja no primeiro turno, porque sabem que nós sabemos cuidar do povo, dos trabalhadores rurais e do pequeno produtor rural, que é quem põe 70% do alimento na mesa do povo brasileiro”, explicou Lula.

Durante o pronunciamento na Praça São Pedro, e na presença de deputados federais, estaduais, vereadores de municípios próximos e de líderes sindicais e de movimentos sociais, Lula lembrou que já demonstrou ter compromisso com os trabalhadores rurais e pequenos agricultores.

“Quando fui presidente nós criamos o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Luz Para Todos, o Mais alimentos, aumentamos o crédito do Pronaf de R$ 2 bilhões (2003) para R$ 30 bilhões (2014). E tudo isso não saiu da minha cabeça, mas da cabeça de vocês. Por isso me perseguem, eles não admitem que eu tenha essa relação com vocês”, afirmou.

Sobre a tentativa de tirá-lo da disputa, por conta de uma condenação judicial, Lula prometeu que vai lutar até o fim. “Inventaram que eu tenho um apartamento no Guarujá que nunca foi meu. Foram ao cartório, tentaram achar um recibo, um documento, um cheque, e não acharam. Ainda assim me condenaram. Criaram mentiras para evitar que eu seja candidato. Seria mais fácil me enfrentar nas urnas. Se eu perdesse aceitaria e iria para casa. O que eu não aceito é mentira. Sou filho de uma mãe analfabeta, mas que me ensinou a ter caráter, a ter honra”, advertiu o ex-presidente.

Defesa de Lula– A tônica da maioria dos discursos das lideranças presentes ao ato foi a defesa de Lula. A despeito das agressões de uma minoria raivosa que tenta prejudicar a caravana, a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), destacou que nada vai impedir Lula de concluir a visita ao Sul do País.

“Um homem que saiu do governo com 87% de aprovação, e que está à frente de todas as pesquisas não precisaria percorrer o País. Mas Lula foi um excelente presidente justamente porque sempre andou pelo Brasil, e não vai ser o ódio da direita e de milícias que vai impedi-lo. Aproveito para agradecer o MST pela proteção que tem dado ao ex-presidente”, ressaltou Gleisi.

Os deputados Enio Verri (PT-PR) e Zeca Dirceu (PT-PR) também criticaram os atos de violência contra a caravana e denunciaram a hipocrisia dos que se manifestam contra Lula. “Eles saíram às ruas com a camisa amarelinha dizendo que combatiam a corrupção. Acusaram Dilma e Lula, mesmo sem provas. E agora, não saem mais às ruas apesar das provas de corrupção contra Temer, com áudios e malas. Eles nunca foram contra a corrupção, deram o golpe porque sempre foram contra a ascensão social que o PT promoveu neste País”, acusou Verri.

Na mesma linha, o deputado Zeca Dirceu ressaltou que o compromisso de Lula com a melhoria na qualidade de vida do povo atrai a oposição das classes mais abastadas do País. “Lula é um homem honesto, poderia muito bem ir para casa curtir a vida, ou ir morar no exterior após ter saído da Presidência com quase 90% de aprovação popular. Porém, lutou para eleger a Dilma para que o Brasil continuasse com as políticas que beneficiaram os trabalhadores do campo e da cidade. Por isso essa elite rural, aliada ao mercado financeiro, não perdoa o presidente Lula, e o persegue tentando condená-lo sem provas, porque sabe que se ele ganhar a eleição, vai reverter as ações entreguistas de Temer e retomar as ações em benefício da maioria do povo brasileiro”, revelou.

Ao se dirigir ao ex-presidente Lula, o coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, lembrou que as agressões são praticadas por uma pequena minoria que, apesar do poder econômico, pode ser vencida com trabalho de base e apoio popular.

“Nós viemos aqui selar um compromisso contigo (Lula). A reforma está parada, e só voltará se mudarmos o governo. Como não conseguimos tirar o Temer, só a uma saída, elegermos o Lula presidente. De hoje até 7 de outubro ninguém pode descansar. Temos que ser militantes dessa mudança. Nossos inimigos podem ter a força da Globo, do Judiciário e do Congresso, mas nós temos a força do povo, e o povo está com Lula”, observou.

 

Héber Carvalho

Foto: Ricardo Stuckert

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