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A terceira fase do golpe é a cassada judicial contra Lula, alerta Pedro Uczai

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O deputado Pedro Uczai (PT-SC) usou a tribuna da Câmara nesta terça-feira (20) para analisar a crise política e institucional que o Brasil vive desde 2014, quando o PSDB não aceitou o resultado das urnas, que reelegeu Dilma Rousseff com 54 milhões de votos. A partir daí, destacou o deputado, ocorreu o golpe parlamentar, que retirou a presidenta do Poder. Em seguida veio a outra faceta do golpe, o pacote de medidas que que congelou investimentos públicos, inviabilizou programa sociais e impôs as reformas, entre elas a trabalhista – que rasgou a CLT. “Tudo em um clima de ódio contra o PT, para eliminar a memória dos avanços e conquistas dos governos Lula e Dilma”, lamentou.

Pedro Uczai alertou que está em andamento a terceira fase do golpe de 2016, que tem como objetivo a eliminação moral e física do principal líder popular e de esquerda da América Latina das últimas décadas: o ex-presidente Lula. “A terceira parte do golpe trata da cassada judicial contra Lula, ensaiada na AP 470, na teoria do domínio do fato, declarada oficialmente nas palavras do Procurador Dallagnol “não temos prova, mas temos convicção”, denunciou.

De acordo com o deputado do PT catarinense, o roteiro da perseguição contra o presidente Lula foi milimetricamente escrito e está faltando apenas um capítulo para que essa novela se conclua: a prisão do ex-presidente Lula. “Desde o início esse roteiro estava escrito e percebe-se a disposição de seus atores seguirem até as últimas consequências, ainda que eles não tenham a dimensão e a exata medida das suas consequências. Pensam eles que prendendo e calando Lula, impedindo – o de ser candidato, conseguirão calar sua voz ou matar suas ideias? Eles se enganam porque suas ideias já estão nas mentes e corações da grande maioria dos brasileiros”, afirmou.

Pedro Uczai avaliou que não tem como prever a reação dessas pessoas a essa pretensa prisão do ex-presidente Lula. “Poderá ser uma explosão de pessoas nas ruas, poderá ser uma reação que virá a conta gotas ao longo de algumas décadas, ou poderá ser a negação da política como um modo de vida, partindo para um comportamento anticivilizatório de cada um para si. Mas saibam os senhores que as responsabilidades sobre essas consequências são daqueles que abandonaram a política e optaram por alternativas fora do campo democrático e fora do estado democrático de direito, com o golpe”, lembrou.

Intervenção militar – O deputado falou ainda sobre a intervenção militar no Rio de Janeiro. “Isso tudo (golpe e Estado de Exceção) agora vem coroado com uma intervenção militar no RJ, com assassinatos estúpidos contra lideranças que erguem sua voz na defesa dos oprimidos e dos mais fracos. E por favor, especialmente aos convictos dos valores fascistas, não venham contra argumentar que também morrem policiais nessa guerra e ninguém diz nada, pois esse é um argumento falso porque é baseado numa premissa falsa. As lideranças que defendem os direitos humanos jamais agrediram ou feriram policiais”, comparou.

Para Pedro Uczai, a guerra entre policiais e pessoas que abandonaram o estado e se entregaram ao tráfico é consequência do próprio abandono do estado para com eles, “deixando-os jogadas nas favelas desumanas, sem educação, saúde ou condições dignas de vida, vítimas dos traficantes que moram nos bairros nobres, que lucram com seu trabalho escravo e que traficam drogas em seus helicópteros particulares para seu consumo próprio ou para financiar suas campanhas eleitorais”.

O deputado fez questão de ressaltar que se inclui entre àqueles que lutam para combater a guerra entre policiais e o crime organizado e abomina aqueles que querem acirrar esse genocídio. “Este não é o Brasil que eu ajudei a construir. Não é o Brasil que eu quero para os meus filhos e netos. Não é possível que diante do brutal assassinato da vereadora Marielle Franco esse Parlamento não pare para fazer uma reflexão profunda sobre as raízes deste novo momento que o Brasil vive”.

E conclui pedindo união. “Quero pedir a todos que nos unamos. Que deixemos de lado nossas pequenas diferenças e ressaltemos nossas grandes convergências. Sem abrir mão das nossas identidades, mas que neste momento sejamos solidários uns com os outros e lutemos lado a lado para evitar a barbárie, evitar que a anti-política vença, evitar que nossas lideranças e nossas marcas sejam eliminadas moral e fisicamente”.

Vânia Rodrigues

Foto-Lula-Marques

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