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Mulheres ocupam sede da Chesf e Ministério das Cidades

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Cerca de duas mil mulheres ocuparam na manhã desta terça (20) a unidade da Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco (Chesf), na cidade de Paulo Afonso (BA). Desde às 5h dois portões da empresa foram fechados pelas militantes dos estados da Bahia, Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

A ocupação é uma reivindicação contra a privatização da companhia ligada ao grupo Eletrobras. O ato faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, que tem o tema “Mulheres em Luta contra as privatizações, em defesa do Rio São Francisco e da Chesf”, como explica Cristiane Albuquerque, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). “A jornada é realizada todo mês de março e esse ano as mulheres da Via Campesina e da Frente Brasil Popular estão lutando contra a privatização da Chesf e dizendo a esse governo golpista que não podemos entregar nossas riquezas”. Além de militantes do MST, haviam também militantes da Marcha Mundial das Mulheres, Levante Popular da Juventude e de outros movimentos da Frente Brasil Popular.

A Chesf produz energia principalmente a partir de hidrelétricas instaladas no rio São Francisco, gerando energia para mais de 80% dos municípios nordestinos. Em setembro, após o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, anunciar que a Chesf não estaria desvinculada do projeto de privatizações da Eletrobras, diversos movimentos sociais fizeram mobilizações sobre o tema. Caso seja privatizada, cerca de 7,5 mil empregos de seis empresas ligadas à estatal estarão em risco. Além da Chesf, usinas como a Eletronorte e Furnas também serão afetadas com o pacote de privatizações.

Ministério das Cidades – Os movimentos populares também ocuparam na manhã desta terça-feira (20) o Ministério das Cidades em Brasília. A ação é em protesto ao desmonte da Política de Habitação e do Programa Minha Casa, Minha Vida Entidades. Os manifestantes exigem a prorrogação do prazo para contratação da nova seleção e a retomada das obras paralisadas por falta de recurso.

Brasil de Fato
Foto: Divulgação/Marcha Mundial das Mulheres

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