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Deputados criticam a seletividade do Judiciário ao perseguir Lula

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Deputados da Bancada do PT na Câmara voltaram a criticar, em plenário, a perseguição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não me cansarei de denunciar. É inconcebível não perceber a seletividade que setores do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e do Judiciário”, afirmou o deputado Padre João (PT-MG). Na avaliação do deputado, é um “absurdo” o que vem acontecendo. “O Poder Judiciário tem que resguardar a Constituição, tem que garantir justiça. Não pode assumir o partidarismo como vem acontecendo”, lamentou.

Padre João destacou que uma parte do STF já tinha mostrado a sua “podridão, o seu comprometimento com as ideologias partidárias”. E lamentou que agora a própria presidente da Suprema Corte, ministra Cármen Lúcia, também age em desacordo com seu papel. “E, não adianta recorrer ao Conselho Nacional de Justiça, porque Cármen Lúcia é também a presidente do Conselho”.

De acordo com o deputado do PT mineiro, o povo já percebeu essa seletividade, esse partidarismo. “Por isso que o Lula vem crescendo nas pesquisas de opinião e o PT aparece em primeiro lugar na preferência dos brasileiros por um partido político – cerca de 20% preferem o PT, enquanto os golpistas PSDB e PMDB aparecem com 5%, 6%. É por isso que querem prender o Lula. Não querem que o Lula seja candidato”.

Padre João disse que a elite brasileira não tolera o projeto que o PT colocou em prática nos governos Lula e de Dilma, de ruptura com o FMI, de pagar a dívida, de empoderamento dos mais pobres, negros, indígenas, quilombolas, dos agricultores familiares e dos pescadores.

Lula é inocente – O deputado Valmir Prascidelli (PT-SP) também criticou, em plenário, a perseguição ao ex-presidente Lula por parte de uma parcela do Judiciário, grande parte da mídia e do capital internacional. “Perseguem Lula pelos seus ideais, pelo que ele representa para o povo”. O deputado destacou que Lula criou oportunidades para todo o povo brasileiro, em especial para o povo mais pobre. “Deu a esperança de que as pessoas pudessem sonhar com um futuro melhor para os seus filhos, transformou o Brasil num País altivo no cenário internacional e mexeu com muitos interesses externos, daqueles que agora querem tomar o nosso País de assalto, levar o nosso pré-sal, levar a nossa biodiversidade e retirar direitos do povo mais pobre”.

Prascidelli encerrou seu discurso afirmando que Lula é um homem honrado. “Ele não cometeu nenhum crime e está sendo condenado sem nenhuma prova e sem o cometimento do crime”.

A deputada Erika Kokay (PT-DF), da tribuna, reforçou que Lula foi condenado sem crime e disse ter estranhando o fato de a presidente do STF ter recebido em sua casa um Presidente da República investigado pelo próprio Supremo, “de cuja corrupção o País não duvida”, e diz que não vai colocar um habeas corpus em discussão ou em votação no Supremo, porque não atende a pressão. “Eles preparam a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva, mas não vão conseguir, porque nós vamos resistir”, avisou.

Vânia Rodrigues

Foto:Gustavo Bezerra/PTnaCâmara

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