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Fontana e Margarida Salomão criticam desmontes e arbitrariedades de Temer

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Na tarde desta quarta-feira (21), os deputados federais Henrique Fontana (PT-RS) e Margarida Salomão (PT-MG), em entrevista ao vivo às redes sociais do PT na Câmara, criticaram a intervenção militar no Rio de Janeiro e destacaram a vitória popular que impediu a votação da Reforma da Previdência. Também falaram sobre o lançamento da pré-candidatura de Lula à Presidência da República, que ocorre hoje em Minas Gerais.

Margarida Salomão destacou que Minas Gerais recebe Lula de braços abertos. O estado mineiro teve muitos programas que foram desenvolvidos e alavancados nos governos de Lula e de Dilma. “O ex-presidente chega em Minas e não procura os ricos e poderosos. Ele vai a um assentamento do MST, visita hansenianos, dialoga com a população humilde. Lula tem como seus interlocutores os excluídos”, destaca Margarida Salomão.  Para ela, “o coração do golpe é a supressão da soberania popular, por isso, perseguem Lula e não querem que ele seja candidato”, avalia.

A deputada, que foi reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora, enfatiza ainda os prejuízos causados às áreas da Educação e da Ciência e Tecnologia, desencadeados pelo governo Temer. Sobre a intervenção militar no Rio de Janeiro, disse considera o ato mais uma violência praticada contra a população pobre e desprotegida pelo Estado. “O absurdo é tão grande que até as crianças têm as suas mochilas escolares revistadas por militares”, reclama a parlamentar.

A Reforma da Previdência, segundo Margarida Salomão, não deve mesmo ser votada neste ano. Mas ela defendeu que é preciso ficar alerta para eleger parlamentares que estejam comprometidos em não aprovar projetos relacionados às mudanças nas regras das aposentadorias.

Desmontes – Henrique Fontana foi enfático ao lembrar que os desmontes promovidos pelos golpistas atingem setores estratégicos do País, como o setor elétrico e o de petróleo. Citou como exemplo a indústria naval que tem sido destruída pelo governo federal. “A construção de plataformas petrolíferas em Rio Grande (RS) está paralisada. O governo Temer, os ‘inteligentes’ preferem comprar plataformas e equipamentos no exterior a produzi-los no Brasil”, critica Fontana.

Ex-líder dos governos Lula e Dilma, o deputado gaúcho frisou também que os municípios brasileiros passam por uma série crise financeira por conta do ajuste fiscal promovido pelo governo ilegítimo de Temer – e aprovado pelo Congresso Nacional. “Foram eles [aliados de Temer] que votaram a Emenda Constitucional 95 que provocou cortes em educação, saúde, e em todas as áreas do orçamento”, sublinha Fontana. Assim, os gestores municipais já sentem a falta de recursos para investimentos em todos os setores. E quem perde são os cidadãos, os quais ficam sem acesso a programas e políticas públicas que existiam nos governos petistas de 2003 a 2016.

Acompanhe o vídeo na íntegra com as entrevistas dos parlamentares:

Carlos Leite

Foto: Gustavo Bezerra/PTnaCâmara

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