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Novo texto da Previdência mantém distorções e não combate privilégios

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Na tentativa de aprovar de qualquer jeito o fim da aposentadoria para milhões de brasileiros que não conseguirão se adequar as restrições impostas pelas novas regras, o governo já modificou várias vezes a proposta de Reforma da Previdência. O novo texto, que o governo ilegítimo de Temer diz que corrige distorções, é mais mentira para pressionar a Câmara na apreciação das mudanças de regras, rejeitada por mais de 85% dos brasileiros, segundo pesquisa CUT/Vox Populi.

Na próxima segunda-feira (19) quando o texto começa a ser apreciado pelos deputados a CUT e demais centrais farão uma greve contra mais esse retrocesso do governo golpista.

Em entrevista ao Seu Jornal, da TVT, especialistas desmentem o governo. Segundo eles, o texto continua prejudicando trabalhadores e trabalhadoras.

A proposta apresentada pelo relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), insiste em mudar apenas nos critérios de acesso, com cortes de direitos, quando deveria abordar também a cobrança aos grandes devedores, o combate à sonegação e aperfeiçoamento na gestão dos recursos, afirma o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. Segundo ele, a  forma mais eficaz para equilibrar as contas da Previdência é a criação de empregos formais.

“Os dados recentes divulgados pela Receita Federal dão conta que grandes empresas no Brasil devem mais de R$ 450 bilhões”, diz Clemente.  “Não há nenhuma medida nesse campo. Portanto o déficit é decorrente de problemas sérios de gestão, na cobrança, e é fortemente influenciado pela crise econômica. Temos mais de 13 milhões de pessoas desempregadas que não contribuem. Se estivessem ocupadas contribuindo sobre um salário mínimo, por exemplo, já gerariam mais de R$ 30 bilhões de arrecadação para à Previdência.”

Para a presidenta da Associação de Docentes da Universidade Federal do ABC (ADUFABC), Maria Carlotto, independentemente da proposta, o governo Temer não tem legitimidade para aprovar mudanças em uma legislação tão fundamental. Ela avalia que o governo não tem os votos necessários.

“Independentemente do conteúdo, o que é particularmente grave é que essa reforma vai ser proposta num contexto em que o governo não tem nenhuma legitimidade. O nível de confiança da população nas instituições está baixíssimo”, afirma Maria Carlotto.

 

 

Do site da CUT

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