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Contag: Ação contra Lula afronta direito a julgamento imparcial

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A Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) anunciou nesta quarta-feira (17) que está aderindo ao Comitê Popular Nacional em Defesa de Lula, bem como que irá participar dos diversos atos que estão sendo organizados pelo País em defesa do ex-presidente. A entidade informou ainda que irá acompanhar diretamente de Porto Alegre (RS), no dia 24 de janeiro, o julgamento no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

“A Diretoria da Contag orienta que as Federações também participem dos comitês locais e que os (as) presidentes (as) ou outro representante das Federações participem conosco da vigília e de outros atos em Porto Alegre”, anuncia resolução da entidade publicada em suas páginas em redes sociais, que continua:

“Precisamos entender que Lula foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) como proprietário ‘de fato’ de um imóvel oriundo de dinheiro de propina de contratos da Petrobras com a empresa OAS. A decisão dos embargos reconheceu inexistirem provas de propina da OAS destinada a Lula e, mesmo assim, o juiz de 1º grau (Sérgio Moro) condenou o ex-presidente com base em uma delação premiada, contra a própria denúncia do MPF e contra a prova dos autos, afirmando que Lula é proprietário de um imóvel que está registrado em nome da OAS e que está hipotecado a um grande banco como garantia de empréstimos da própria OAS”.

Além das irregularidades cometidas por Moro, a nota da Contag destaca que a situação de exceção no processo contra Lula segue no âmbito da segunda instância. “O recurso da defesa avançou para julgamento rapidamente (cinco meses após a sentença), com claro objetivo político de acelerar a tramitação do processo para retirar Lula da disputa eleitoral de 2018 e interferir nas eleições. O próprio juiz revisor do recurso – desembargador Leandro Paulsen – concluiu seu voto em apenas seis dias, após “analisar” mais de 250 mil páginas que integram os autos, o que é humanamente impossível dentro desse prazo”, observa a entidade de trabalhadores rurais.

Finalmente, o comunicado conclui: “O julgamento do Lula é uma continuidade do golpe, com claro ataque à democracia, iniciado com o impeachment da presidenta Dilma, com a criminalização dos movimentos sociais e com os desmontes comandados por este governo ilegítimo.”

Agência PT de Notícias

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